quinta-feira, dezembro 11, 2008

Recaida blogoesférica.

A verdade obriga-me a informar, que tive uma recaída blogoesférica.
A Maria do Sol foi a grande responsável desta minha enfermidade, mas não a única.
No entanto decidi mudar de plataforma, visual e nome: cada destas coisas tem a sua importância.
Aqui ficam, pois, as novas coordenadas:
NOME - Mainstreet
Endereço: weber.blogs.sapo.pt

José Albergaria

segunda-feira, setembro 29, 2008

THE END


Coisa, altamente, controversa e controvertida.
Mesmo para um materialista como eu, não me parece tarefa alcançável neste "petit" universo, que é a blogooesfera.
O meu "graal" na blogooesfera foi, sempre, a verdade e a ÉTICA.
Ultimamente, dei por mim a tropeçar na "mentira" e na "obscenidade" e na "imoralidade": para se obter ganhos factuais, argumentativos ou até de originalidade, vale derrubar a verdade, a ética e a sã convivência.
Posta-se o que calha, a pretexto de coisa nenhuma, para alcançar nenhures: doce vanglória,assassínios impúdicos, vale tudo...
Nada disto tem valor. Nada disto serve para o que quer que seja.
Tudo isto poderá, eventualmente, servir para diagnosticar a Pátria e, porventura, o mundo.
Agora só faltará mesmo é salvá-la e salvá-lo.
Eu não sou, nem desta Pátria, nem deste mundo.
Por mim: c'est assez, c'est fini!
The End.
José Albergaria
1/ A campanha desbragada em torno dos azulejos de Maria Keil; o abaixo-assinado que por ai anda anda correr e sobre o qual a lúcida senhora de 93 anos já veio denunciar, criticando os autores do mesmo - afirmando que já chegou faz muito tempo a acordo com a empresa Metro de Lisboa!
2/ Agora deu-se inicio a uma "tremenda" campanha a pretexto da "Pousada" a construir na Fortaleza de Peniche. Sobre tal tema não sei nada. Mas citam-me as palavras benévolas em relação ao empreendimento do Presidente comunista, da CDU, de Peniche! Não foram os comunistas, que MAIS militantes seus tiveram na Fortaleza de Peniche?!...Pergunto!
3/ Mais grave do que não preservar a memória é, mesmo, tentar reescrevê-la.
Em modo de remate:
Quem aprovou, na Câmara de Lisboa, o condomínio de luxo para o terreno onde está instalada a sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso? Que contrapartida fez o promotor imobiliário, para que se preserve a memória dos horrores que foram cometidos nessas instalações?
Neste "caso" da Fortaleza de Peniche: que projecto, em concreto? Que "deliberação" (se já ocorreu...) tomou a Câmara da CDU de Peniche sobre tal matéria?
Ele há historiadores...com cada metodologia...de aproximação aos factos, aos acontecimentos, sobretudo aos acontecimentais, que é de bradar a Santo Marc Bloch, a Santo Lucien Fevbre, a Santo Mattoso, a Santo F. Braudel e, porque não, a Santo Vidal Naquet!
Deus os guardem de tanto disparate!

segunda-feira, setembro 08, 2008

"Viver sempre também cansa..."


Creio eu que foi este poeta, nascido no Porto, José Gomes Ferreira, o autor desta boutade - à qual acrescentava outra:"recuso-me a ter mais de vinte anos". E fê-lo quando já caminhava a passos largos para os oitenta!

Quase em simetria com este mestre (hoje, um pedaço esquecido...) apetece-me soletrar: blogar sempre também cansa...e deve cansar os outros que passam os olhos pelos nossos postes, ou postas...nunca sei bem como dizer.

Preciso, como diz a minha amiga maria do sol, citando, no seu blog branco no branco, Greta Garbo: "Eu nunca disse quero estar só. Disse apenas quero que me deixem só."

E isto faz toda a diferença.
Dizer apenas: vou ali e já volto.
Às vezes precisamos de espaço e ar para podermos respirar.
A responsabilidade é minha. Ando a ficar exausto e rarefeito...
JA

sexta-feira, setembro 05, 2008

A senhor Laura Palin...em toda a sua magnificência...

Um excelente artigo, com informação substantiva e de qualidade, daquela que importa para o curso da história e para o adequado enquadramento dos personagens e dos grandes actores (nem que sejam putativos, como é o caso vertente...) sobre a senhora Sara Palin.

Aqui se reproduz, devidamente linkado, com a devida vénia e agradecimentos a Vítor Dias e ao Tempo das Cerejas.

JA

RTP2: no seu melhor.

"Titulo Original:«COMMUNISM - HISTORY OF AN ILLUSION»
As pessoas e os acontecimentos que mais ilustraram a ascensão de uma ideia revolucionária e a queda de um império

Uma fascinante série documental que começa na época de Lenin e acaba com Gorbachev. Ao longo de três episódios dá-se relevo às pessoas e aos acontecimentos que mais ilustraram a ascensão de uma ideia revolucionária e a queda de um império.Como é que é possível que esta ideia possa fascinar tanta gente, incluindo centenas de intelectuais? De que modo é que milhares de pessoas acabam com a repressão a indignidade e a opressão económica e mesmo assim continuam fiéis ao conceito de comunismo?Neste programa esta questão é posta a políticos e conceituados cientistas.Inclui ainda depoimentos de Sergei Khruschev, filho de Nikita Khrushchev, e de antigos elementos do KGB como Vladimir Kryuchkov. "


Nos pretéritos dias 2, 3 e 4 de Setembro, pela 23:30horas, a RTP2 passou um programa de grande rigor e qualidade sobre o Comunismo, a experiência soviética, mas não só. A lista de testemunhos revelaram-se de muita qualidade e as imagens...soberbas. O texto que encima esta minha entrada encontrei-o no site da RTP2 e como resumo apresentatório do dito programa.

Há tempos, a mesma RTP2 brindou-nos, a horas tardias, com um trabalho excelente sobre Fernando Nobre e a AMI, cujo trabalho meritório tem, hoje em dia, reconhecimento internacional.

Faz tempos, a mesma RTP2, repetiu uma séria, ROMA: notabílissima.

Temos, insofismavelmente, Televisão de serviço público: por mim, não tenho como duvidar.

JA

Hoje apetece-me falar de coisa nenhuma...

Afinal, aqui deixo dito que há uma exposição sobre Charlot em Lisboa, com fotos cedidas pela família.

O Presidente, Comissário deste certame é o erudito e cinéfilo Salvatto Menezes Teles, que há bocadinho, no Radio Clube Português disso falou e me deixou água na boca.

JA

quinta-feira, setembro 04, 2008

Festa do Avante

















Se pensam que vou falar da Festa do Avante, em bem ou em mal, desenganem-se.
Se pensam que é por distracção que aqui posto o logótipo da FA 2008 e estas quantas fotos desenganem-se.

Nada disso.

È mesmo, e só, para assinalar, que o meu varão mais novo, músico imberbe, mas compulsivo, decidiu ir, pela primeira vez, à Quinta da Atalaia, assistir aos concertos da FA e, por economia de escala, decidiu acampar os 3 dias na zona que os comunistas portugueses alocaram a esta função campista.

Isto significa duas coisas.

1/ Que o meu varão mais novo está a crescer e a autonomizar-se;

2/Que a FA continua a ter capacidade de atracção decorrente da sua programação.

Um e outro facto são motivos, para mim, de júbilo e de contentamento.

Aqui fica o registo.

JA

PS - As fotos foram fanadas no site do PCP, na parte dedicada à FA.
Na ordem, de cima para baixo: 1/Xaile (um dos projectos mais criativos e interessantes de MPP dos últimos tempos e no feminino);2/Os clássicos Xutos e Pontapés;3/Rogério Ribeiro (pintor, recentemente falecido);4/Camané;5/Ópera (que foi, em tempos, dos espectáculos mais populares e ligados, em Itália, por exemplo, à luta pela independência nacional);6/ Vieux Farka Touré, músicos do Mali.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Falar....porquê? Escrever...sobre o quê?


Ando a reflectir sobre as minhas "motivações" para a escrita na blogooesfera.
Ando a matutar sobre aquilo que me impele a escrever e a "postar" e ainda as razões que me leva a "escolher" este, em vez daqueloutro tema.

A escrita deve ser um acto lúdico e incorporar alguma eficiência, utilidade. É o que sempre considerei.

O prazer ainda não me vai faltando. Gosto de escrever e gosto de me publicar. A blogoesfera dá-nos essa possibilidade.

Já sobre a eficiência da "coisa"...vou tendo cada vez mais dúvidas e, claro está, menos certezas.
Sabemos que os homens "escrevem", dum modo utilitário, com compulsão lúdica ou sem razão aparente - faz mais de 30 séculos. As imagens que acompanham este poste são exemplares raros de escrita suméria e acádia, dita cuneiforme.
A tablete da direita é dos poucos exemplares que sobraram, descoberta na antiga Mesopotâmia, a terra entre dois rios, o Tigre e o Eufrates, naquilo que é, hoje, o Iraque e que narra as aventuras, durante o dilúvio, do herói Gilgamesh.É, ao conhecimento actual que temos, a primeira "narrativa" feita pelo homem: não se conhece nada antes desta data, 2 500 anos a.C.
Pois, já então os homens gostavam de escrever e faziam-no sem as preocupações "utilitárias" que hoje em dia encerra muito do acto da escrita.
Que importância tem a vida familiar da senhora governadora do Alaska?
Que impacte terá nas eleiçõs de Novembro de 2008, nos USA, o facto desta senhora ter uma filha, de dezassete anos, não casada, grávida de 5 meses e, na apresentação da senhora sua mãe, como candidata a vice de Mccain, levar ao colo (ou, melhor dito, em cima da barriga) um "suposto" irmão, pequenino, portador de deficiência?
E que importância terá TUDO quanto se escreveu sobre esse facto (e o que adiante ainda se escreverá...) na contenda entre Obama e Mccain? Não faço a mínima das ideias.
O que sei, e ouvi ontem, é que as mulheres republicanas, conservadoras, recatadas, confrontadas com estas revelações "aconselham", vivamente, a senhora Sara Palin a ficar em casa "para pôr ordem e arrumar aquela tribo". Não sei se foram estas as palavras da senhora entrevistada pela CBS...mas o sentido foi-o de certeza absoluta.
José Albergaria

terça-feira, setembro 02, 2008

Retornar...

Em tempos esta palavra teve conotações desagradáveis.
Na escrita dum antropólogo desconcertante, sinuoso, quanto brilhante e incontornável, Mircea Eliade, romeno, francês, americano e tendo estadiado em Portugal, escrevente de O Mito do Eterno Retorno: voltámos, sempre, de onde partimos.

O meu retorno à blogoesfera teve coisas normais, satisfatórias, triviais e outras coisas terminadas...em, mais do mesmo.

De assinalar, a inverdade bondosa do Barbeiro, que tinha anunciado retorno para 1 de Setembro, mas começou a postar a 31 de Agosto...e bem.

A interrupção das intermitências de verão do meu amigo João Tunes, sempre com a mesma qualidade e com uma concisão "postante" que eu saúdo.

A avalanche "postiante" dos Corta Fitas.

O RETORNO (aqui vai de maiúsculas...) do FNV em o Mar Salgado: ele há mesmo pessoas que nos fazem falta.

A maria do sol, em branco no branco, que continua lindo, como sempre, mas com uma escrita mais complexa, com mais temas e com mor atrevimento. Muito bom.

As eleições americanas...continuam a dominar nos blogues. Mas o que domina, neste momento, nos USA, a suplantar mesmo as hecatombes naturais (Gustav, Ana e cia...) é a filha da candidata de Mccain a vice presidente, Sara Palin, governadora do Alaska, hiper conservadora, com apenas 17 anos estar grávida de...

O senador Obama já veio dizer que a vida privada da governadora não faz parte da campanha eleitoral!

A intervenção militar da Federação Russa na Geórgia ainda "arrota" postes na blogooesfera.

Mas ele há um aspecto interessante, que me apetece recordar.

O historiador belga (dos mais importantes des Annales...), Henri Pirenne, autor de clássicos do medievo, escreveu uma história da Bélgica. Quando estava no terceiro volume, onde se tratava da contemporaneidade disse a Marc Bloch, seu amigo, companheiro de jornada cientifica e seu prócere: "Estou a sentir enormes dificuldades em lidar com este período. Está demasiado próximo de mim."

Michelet, o recuperado grande historiador da revolução francesa, e não só, dizia, que "para se escrever sobre o presente é preciso fugir dele, esquecê-lo."

Marc Bloch, esse, dizia que o presente é o passado que nos está mais próximo e, escrever sobre ele, deveria merecer-nos uma muito grande prudência e sabedoria.

Quantos escrevem sobre o presente?! e com que leveza o fazem?!... Bué deles.

E, então, aqueles que escrevem já sobre o futuro?!: um molho deles.

E é isto que domina a nossa blogooesfera...no meu retorno.

José Albergaria

sábado, agosto 23, 2008

Não é que precisem de saber, mas vou tirar uma semana sabática...







Para quê? Para me deliciar com muitos livros, alguma escrita para os meus alunos de património histórico e artístico e...muita praia, mar e bué da peixe!
Vou ali...e volto quando quiser. Topam?
JA

Ex-maoistas e os J.O. de Pequim


Os maoistas portugueses sonhavam com uma China imune ao capitalismo Hoje, vituperam-na porque, aderindo ao capitalismo, mantém o totalitarismo do partido único e o desprezo pelos Direitos do Homem, algo que para eles, maoistas portugueses, na altura não passava de pruridos burgueses.
Já a posição do PCP é também curiosa: detestavam a China porque a China detestava a Rússia. Hoje detestam a Rússia, mas fizeram as pazes com a China, não porque a praxis chinesa entrasse em consonância com as teorias do PCP, mas porque a China assenta numa pujança económica, invejável para quem se proclamava do ideário comunista. Haverá outras razões mais vulgares e circunstanciais, mas esse é o caminho que não quero percorrer.
Os Jogos Olímpicos são uma lição de hipocrisia, onde se batem recordes de ausência de ética, com a real politik com direito a muitas medalhas de ouro. Que querem? A política já é instrumento da economia e não o contrário.
Os ex-maoistas preferem hoje a economia à ideologia. Estão consonantes, não com o seu tempo de combate e esperança, mas com o seu tempo de importância social e indisfarçável bem estar económico. Tam´bém se cria barriga na alma.
E quem os pode condenar? Ninguém, a não ser eles próprios quando se miram ao espelho.
O João Carlos Espada perdeu a memória. Dirá que foi na estrada de Damasco. O José Manuel Fernandes sofre de amnésia. Dirá que foi devido ao olhar fulminante de Belmiro.
Ao menos oPacheco Pereira faz o seu exorcismo, intelectual perdido no seu próprio labirinto, tentando descobrir, qual Santo Agostinho, os caminhos do mal do maoismo e do seu caminho, coleccionando livros, revistas, programas e perfis, como borboletas secas no museu da história, elaborando, para tanto, um catálogo exaustivo e demorado das várias e algumas raras espécies de maoismo. Tem tempo e muita inquietação intelectual, se não, diria que esta descida às cavernas do embuste, tinha algo de mórbido.
Regressando aos Jogos Olímpicos: na Grécia representavam a expressão da cidadania, da polis; em Pequim, a expressão total do Estado. Aqueles eram o culto à liberdade; estes, o hino à economia.
Quando um povo não é livre, como é o caso do povo chinês, os seus Jogos Olímpicos não podem ser livres, ainda que aceites e participados por países livres e outros menos livres ou mesmo não livres, em nome de interesses que ultrapassam o princípio universal da Liberdade e o ideal olímpico do desporto, um momento e espaço de paz em tempo de guerra.
Rogério Rodrigues

Mulheres emigrantes

Mulheres férteis, como elas caminham pelos caminhos secos!
De pernas robustas e seios amplos, de mãos fortes, transportam pesos antes de anoitecer.
Falam que ninguém as entende. São de outro tempo. Mulheres férteis e parideiras, na quietude das montanhas. À noite, suadas, regressam a casa. Sem alegria, mas pedaços de carne aos gritos que o cansaço amortece.

Revoltas no tempo, continuam férteis, mas já usam óculos de sol, roupas justas e adivinham e provocam o prazer da sedução nas esplanadas. Já são outras, sendo as mesmas. Já carregam sacos plásticos de supermercado, à falta de outros pesos: a merenda para a segada, o cântaro para a água. Só as mãos continuam rudes e ásperas, mesmo quando cobertas de anéis. Anos a lavar escadas e roupa em urbes estranhas e longínquas. Femmes de ménage.
Mas são mulheres férteis, ainda que depiladas e com idas ao cabeleireiro. A terra já lhes e os áridos caminhos foram substituídos por áridas e negras estradas. Já não se lavam no rio, e já foram à praia.
Mulheres férteis do meu país, corpos espessos e pesados, no meu imaginário de criança.
'Ó virgens que passais ao sol poente/ pelas estradas ermas a cantar.'
António Nobre já não mora aqui.
Desenvoltas, as mulheres do meu país apreciam mais o Tony Carreira e Quim Barreiros e enternecem-se com os filhos a falar o francês dos pobres, aprendido nas periferias de Paris.
Melhor as férteis que as fúteis. E ei-las que partem reconciliadas com o passado porque já o esqueceram.
Rogério Rodrigues

Suplica ao Vento

Súplica ao Vento



Ao vento, no crepúsculo ao vento
os lugares mudam-se para outro lugar
rápidos sinais de que precisamos de partir.

Ao vento, roupa branca ao vento
quem nos dera regressar à nudez dos puros
com o corpo feito para a eternidade
incorruptível e belo.

Ao vento, grão a grão que se levanta o vento
lágrimas secas de quando anoitece.

Ao vento, sossega o vento que a noite é longa
e os restos do dia ainda não chegaram à praia.

Ao vento, que quer tempo a correr
mais depressa que o vento.

Ao vento, amores de passagem
como se passar não fora ficar.

Ao vento, a memória parada
como pedra triturada pelo vento
mármore de mão translúcida
frescura de afago sem aroma que o vento leva.

Ao vento, criaturas de deus oculto
de som sem eco e secura sem alívio.

Ao vento, nesta noite em que choramos
com o incêndio que alastra, abrasa
e queima e fulmina, ao vento implora:
pára, por favor pára que quero recolher as cinzas.

Pedro Castelhano

Em Agosto...."A Maria Silenciosa".


Roubei este titulo ao jornalista do Expresso, Filipe Santos Costa, que, num trabalho inteligente e criativo, faz um "calembour" notável com a Maria e a maioria...
Interroga-se o jornalista, e bem, como é que nenhum líder antes dela, Manuela Ferreira Leite, tenha pensado : "Um líder da oposição que não fala."
Castro Almeida, ex secretário de estado da educação de MFL, ao tempo em que ela foi ministra de Cavaco Silva para a educação, atribui-lhe, a ela, esta "pomposa, quanto eloquente" frase:
"Se uma pessoa tem duas orelhas e uma boca é porque deve ouvir o dobro do que fala."
Aí está a líder do maior partido da oposição, MFL, em linha com os nossos puritanos da blogoesfera que se surpreendem pela "excessiva produção" dos nossos bloguistas e por um excesso de falatório, ruídos e incompetências, violando a regra sagrada do silêncio sabático a praticar no mês "canicular", que é o Agosto.
Aprendam, pois, com MFL, que é competente, de boas famílias e senhora do seu nariz, com um ética incontornável e que se remete (vá-se lá saber porquê...), segundo membros da sua tribo partidária, a um estrondoso, inconsequente e ineficiente "silêncio".
José Albergaria

Em Agosto...postes mil 6.


"NADA FAZ REALÇAR MAIS A AUTORIDADE DO QUE O SILÊNCIO, ESPLENDOR DOS FORTES E REFÚGIO DOS FRACOS."
Charles De Gaulle, estadista e militar francês
JA

Em Agosto...postes mil 5.


"O SILÊNCIO É UM DOS ARGUMENTOS MAIS DIFÍCEIS DE REFUTAR."
Josh Billings, humorista americano
JA

Em Agosto...postes mil 4.


"O SILÊNCIO É O PARTIDO MAIS SEGURO DE QUEM CONFIA EM SI MESMO."
François de La Rochefoucauld, escritor francês
JA

Em Agosto...postes mil 3.


"É MELHOR TER A BOCA FECHADA E DEIXAR OS OUTROS PENSAREM QUE SOMOS TONTOS, DO QUE ABRIR A BOCA E ACABAR COM A DÚVIDA."
Mark Twain, escritor e jornalista americano
JA

Em Agosto...postes mil 2.


"O SILÊNCIO É A VIRTUDE DOS TOLOS".
Francis Bacon, filósofo inglês.
JA

Em Agosto...postes mil 1.


" O SILÊNCIO É UM AMIGO VERDADEIRO QUE NUNCA TRAI".
Confúcio, pensador chinês
JA