quinta-feira, junho 22, 2006

Equilíbrio e Indisciplina





"Varinas", de Mário Eloy



Para os que gostam, uma outra maneira de passar o tempo: visitar a exposição: Equilíbrio e Indisciplina, um olhar sobre a pintura portuguesa nos anos 1930-1940, que se encontra na Galeria Diário de Notícias, de 2 de Junho a 8 de Julho

O objectivo desta exposição, que integra 47 obras da colecção do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, e que, por feliz opção, se realiza num átrio desenhado por Pardal Monteiro e decorado por Almada, é mostrar a relação que os murais de Almada estabelecem com as obras dos pintores do seu tempo.
Uma vintena de anos – entre 1930 e final de 1940 – é o espaço escolhido pelo comisário da exposição para para caracterizar esta relação. Espaço de tempo privilegiado que nos permite ter a percepção da pintura portuguesa, neste periodo, que evolui de um modernismo, assente em fórmulas de equilíbrio, estilização e norma estado-novista, para fórmulas inovadoras, que representando, a ruptura, abrem novos caminhos para a expressão artística

Alcino Pedrosa

quarta-feira, junho 21, 2006

Mais uma beleza p'rá vista

Vejam-me bem esta belissima quão magnifica imagem. Viajem, por favor, no esplendoroso portal do astrónomo e gozem, em cada dia, da beleza do cosmos que, com a tecnologia dos Hubble e primos da NASA e da ESA, nos é servido numa bandeja, para deleite da vista e da imaginação.

Albergaria

O futebol leva-nos tudo:a energia, a disponibilidade e criatividade

É um titulo bué de negativo, mas reflecte bem, creio eu, o ar dos tempos!

Veja-se os jornais d'hoje: só dá mesmo bola!

Isto explica a ausência dos meus manos bloguistas? A minha ausência não será só por esta mera circunstância, mas que me tem ajudado a preguiçar, lá isso é verdade.

Hoje apetece-me dar-vos noticias das nossas tertúlias:

1/O António Moreira anda com uma disposição e um estado d'alma que já há muito tempo não se deixavam ver;

2/O Rogério Rodrigues produziu um notabilissimo texto sobre Ética, num quadro de espiritualidade singular, mas que, se adaptado, poderia dar um "insert" no nosso Aqueduto;

3/O João Grego anda super feliz: tudo (que sei eu, para este absoluto TUDO...)lhe corre de feição e a maré vai alta;

4/O Alcino continua o seu processo criativo que visa um doutoramento d'excelência e que, brevemente, se concretizará;

5/O Vitor Bandarra vai de vento em proa com os seus projectos africanistas: em breve teremos noticias das "colónias".

Quanto a mim...estou bem muito obrigado e não me queixo, nem do fisico, nem da alma e, sobretudo, bendigo-me pela amizade com que os meus caros amigos me brindam, em cada terça-feira e nos outros dias todos!

Albergaria

segunda-feira, junho 05, 2006

Coisa rara e...possível de ver!



Esta imagem, em cor falsa, do planeta Júpiter regista a ocorrência de um eclipse triplo, um evento relativamente raro, mesmo para um planeta gigante com muitas luas.

A imagem, obtida pela câmara de infravermelhos do Telescópio Espacial Hubble, mostra as sombras dos satélites Ganimedes (à esquerda da imagem), Calisto (à direita) e Io (ao centro).

O próprio Io é visível como uma pequena mancha branca perto do centro da imagem, estando o azulado Ganimedes por cima, à sua direita. Calisto está demasiado à direita, fora do campo de visão da imagem.

Albergaria

quinta-feira, junho 01, 2006

rogrod

é só para vos avisar que consegui descobrir o caminho das pedras e, portanto, podem começar a contar comigo. entre minudências e frivolidades, prometo não falar mal do carrilho nem dizer bem dos poemas do alegre. Prometo também não vos incomodar muito com o meu camilo, nem fazer do iberismo uma arma de arremesso. Prometo, a propósito, não citar antero de quental. E tambén não abusar da sintaxe e pontuação de Saramago que eu sou admirador, mas não plagiador, do Gabi ( Rafael Márquez). gostaria era de vos comunicar que, na minha terra, a amêndoa está bonita e a cereja que se come nos restaurantes não é espanhola. e há restaurantes, como o Bruíço, em Fozcoa ( bruíço é um regionalismo que significa uma pedra mais ou menos bruta --longe vão as interpretações-- onde as mulheres, nos noites de inverno partiam a amêndoa), em que ainda se come uma salada de azedas, a acompanhar um cabritinho mamão. Trás-os-Montes, antes do regresso da secura, que não tarda, e da aridez, está bonito. Chamam-lhe por lá, o beatério e afins, o mês de Maria. O mês de Maio. Perdoe-se à Maria pela beleza do Maio. Acocorado no silêncio, vou respeitar a vossa leitura. Carpe diem e que mao tse tung não vos povoe os sonhos. RR

domingo, maio 28, 2006

Visitem o Portal do Astrónomo


Reparem na beleza desta imagem. É fácil: visitem o portal do astrónomo.

Albergaria

quinta-feira, maio 25, 2006

Em especial para o Zé Albergaria: Mazzini - cidadão da Europa

Meu querido amigo, para ti, especialmente, extensível, no entanto, para todos.

Um site dedicado à figura de Giuseppe Mazzini

http://mazzini.2005.it/mostra.mazzini



criado por altura do bicentenário de Mazzini, com informações interessantes, reveladoras da projecção do pensamento deste revolucionário italiano

Alcino Pedrosa

Já agora: visitem os museus



Retrato de jovem mulher, c. 1525, de Bernardino Luini (c. 1485-1532), Óleo sobre madeira. Foto: © Pertencente à Colecção Rau, s/A, Cologne.




De 18 a 17 de Setembro, o Museu Nacional de Arte Antiga
expõe um conjunto de 95 pinturas seleccionadas a partir de uma grande colecção privada da segunda metade do século XX - a colecção do médico e filantropo Dr. Gustav Rau.
A exposição, agora apresentada, reúne um conjunto notável de obras dos séculos XV ao XVIII
, distribuídas pelas “escolas” italiana, flamenga, holandesa, alemã, francesa, espanhola e britânica.
Entre os nomes mais importantes representados, contam-se os de Fra Angelico, Bernardino Luini, António Solario, Canaletto, Van Goyen, Van Ruysdael, Fragonard, El Greco, Ribera, Reynolds e Gainsborough. A ver, obrigatoriamente
Alcino Pedrosa

quarta-feira, maio 24, 2006

Visitem os blogs...se fazem favor!


Roubado directamente ao Blog do Zé Pacheco Pereira, este belo exemplar do "fauvisme".

Façam favor de visitar muitos dos grandes e belos blogs que por aí existem


Albergaria

segunda-feira, maio 22, 2006

A propósito da "Romã"


Faz dias, participei num belissimo encontro, em que foi vedeta a romã e as suas multiplas simbologias.

Uma delas remete para a fertilidade. Mas, poucos o saberão, na Grécia antiquissima contava-se que Hades, irmão de Zeus, e Deus do reino das sombras raptou Core, a filha de Deméter e de Zeus (que a tinha violado tomando a forma dum touro e de quem teve aquela filha, dita a "jovem", Core). Deméter era a Deusa da fecundidade, da fertilidade e das searas de trigo.Hades levou Core, com ele, para o reino das sombras.

A história é longa, mas a instâncias de Deméter, que, entretanto, em protesto pelo rapto tinha abandonado o Olimpo e mantinha-se na terra, deixando-a seca e estéril.

Ajudada pela deusa Hécate, descobriu o paradeiro da luz dos seus olhos, Core ou, como mais tarde se chamaria - Perséfone.

Zeus propôs uma solução negociada, pois Core, Perséfone, durante a sua estadia no Hades, tinha comido - o que impossibilitava o seu regresso.

Só se podia escapar aos infernos se, durante a estadia, nada se ingerisse. E o que comeu Core? Nem mais: um bago de romã. A romã era o simbolo do casamento e, o facto de ela ter ingerido um bago de romã, significava isso mesmo: encontrava-se ligada ao seu esposo infernal, Hades.

O que se negociou então: Perséfone podia dividir o tempo entre sua mãe e seu marido. Segundo o acordo, Perséfone passava os seis meses, de Março a Setembro, os meses correspondentes à Primavera e ao Verão, com sua mãe Deméter, no Olimpo, cuidando da fertilidade da terra. Os outros seis meses, correspondentes ao Outono e ao Inverno - tornava para junto de Hades, seu infernal esposo.

J. Albergaria

Art. 1056º do Código Civil

Augusto Gil
[Porto, 1873-1929]


Art. 1056º do Código Civil

Oiça, vizinha: o melhor
É combinarmos o modo
De acabar com este amor
Que me toma o tempo todo

Passo os meus dias a vê-la
Bordar ao pé da sacada.
Não me tiro da janela,
Não leio, não faço nada…

O seu trabalho é mais brando,
Não lhe prende o pensamento,
Vai conversando, bordando,
E acirrando o meu tormento…

O meu não: abro um artigo
De lei, mas nunca o acabo,
Pois dou de cara consigo
E mando as leis ao diabo.

Ao diabo mando as leis
Com excepção dum artigo:
O mil e cinquenta e seis…
Quer conhecê-lo? Eu lhe digo:

«Casamento é um contrato
Perpétuo». Este adjectivo
Transmuda o mais lindo pacto
No assunto mais repulsivo.

«Perpétuo». Repare bem
Que artigo cheio de puas.
Ainda se não fosse além
Duma semana, ou de duas…

Olhe: tivesse eu mandato
De legislar e poria:
Casamento é um contrato
Duma hora – até um dia…

Mas não tenho. É pois melhor
Combinarmos algum modo
De acabar com este amor
Que me toma o tempo todo.

domingo, maio 21, 2006

Scolari


Da Agência Folha, em São Paulo, com data de 29-10-98



O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, conhecido por seu jeito autoritário, elogiou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, preso em Londres, na Inglaterra.

Em entrevista à "Rádio Jovem Pan", de São Paulo, Scolari disse que "Pinochet fez muita coisa boa também". "Ajeitou muitas coisas lá (no Chile). O pessoal estava meio desajeitado. Ele pode ter feito uma ou outra retaliaçãozinha aqui e ali, mas fez muito mais do que não fez", afirmou o treinador.

Sobre os métodos do ex-ditador chileno, que resultaram em tortura e morte de milhares de pessoas, Scolari disse que "há determinados momentos que ou o pessoal se ajeita ou a anarquia toma conta".


Sem comentários!!!!

AP


sexta-feira, maio 19, 2006

Parabéns

Depois do encerramento abrupto do local de tertúlia, era do mais elementar bom senso mudar também o sítio da blogosfera em que nos movíamos. Mas para isso seria sempre necessário ter a iniciativa.

Parabéns, Insigne Académico, por teres passado à prática essa iniciativa.

Agora, cabe a cada um não deixar morrer a ideia.



António Moreira.

Bem vindos a bordo!

Caros companheiros e amigos,

Vamos dar inicio a um outro momento na blogesfera, recuperando a marca identitária, não só da Amadora, mas também doutro tempo de enorme grandeza da nossa História: a construção do Aqueduto das Águas Livres.

Como estamos, todos, à procura de ver crescer a nossa auto-estima de portugueses, filhos desta Pátria amada, parece-me que o nome escolhido, em Assembleia de locatários, se adequa, perfeitamente, a esta circunstância.

Um abraço e, uma vez mais, bem vindos a bordo!

J.Albergaria
e se fosse oval?