



"Sou amigo de Platão, mas amo a verdade!" Aristóteles.




É neste número do ML, n.º 477 que vêm publicados, entre outros temas e assuntos, o debate entre Pierre Nora e Élie Barnavi e, ainda, o notável dossier sobre o Humor e, dalgum modo, a literatura.Temos pano para mangas, frentes, costas, pernas, cóz, e eu sei lá quantas coisas mais!
Por exemplo, V. Jankélévitch, reflectindo sobre a relação dicotómica, redutora, no confronto entre ironia e humor é mordaz e taxativo:
" Parece-me, que, hoje, o verdadeiro problema filosófico não é a ironia, mas o humor. Posto que a ironia explora com virtuosidade, de acordo com um projecto bem determinado,o equivoco da linguagem, o humor, esse, não tem nem projecto fixo nem sistema de referência... A ironia é o talento duma consciência soberana, distanciada, capaz não apenas de brincar com as palavras, mas de brincar com os jogos de palavras!(...)O número da ironia é, no fundo, relativamente simples: ela satizfas-se em pregar uma rasteira fingindo fazer outra coisa diversa, fingindo ser o seu contrário ou simulando atalhos, mas nunca perdendo de vista o objectivo que se fixou; e cada vez mais ela baralha as pistas, mais se torna claro para onde ela vai, melhor ela sustenta a sua tese."

A epopeia de Gilgamesh é o relato da história do rei de Uruk, uma das cidades-estado da Mesopotâmia, na qual ele terá construído os muros amuralhados de defesa e de suporte.
No blogue de Vítor Dias, O Tempo das Cerejas, dá-se conta do desaparecimento deste colombiano, casado com uma mulher de nome Betancur e com uma filha pequena. 
José Albergaria
A revista francesa "Magazine Littéraire" de Julho-Agosto de 2008 publica um interessante, quanto desconcertante, dossier sobre o Humor (no sentido que os ingleses lhe atribuem)e a literatura.
Na "polémica" recente, que com ele travei na blogooesfera, a partir dum debate publicado na revista Le Magazine Littéraire, nº 477, entre Pierre Nora e Élie Barnavi, sobre História e Memória (e não só...), fui duro e, porventura, excessivamente exigente com o meu respeitado historiador e activíssimo blogger."6
Também se pode deixar cair a alma. Dá-se na troca dos passeios.
Dou-me conta. Não me iludo. Frases breves e passos breves.
Nesta vista cresci, mesmo se por vezes meu movimento se coalha
De reflexos multiplicados. Sempre terei de comer e beber.
O que mais noto para comer é o silêncio.
No que reparo mais para beber é a cor."
Eu sempre achei, que o beber nos enchia, a vida e a alma,de cores!José Albergaria

Estou furioso.
Rui Bebiano, historiador com obra publicada, professor, com actividade cívica pública e inequívoca, publicou, em dois blogues de referência em que colabora, empenhadamente, um muito interessante texto do qual transcrevo o essencial, mas que, de modo algum dispensa a sua leitura integral:Pierre Nora, que eu conheço, é um historiador com créditos firmados na historiografia francesa da Nouvelle Histoire, herdeiros da segunda/terceira fase da Ecóle des Annalles, a de Fernand Braudel.
Barnavi,que eu desconheço de todo, mas como refere Rui Bebiano é um historiador Israelita a trabalhar, também, em Bruxelles.
Estas foram algumas das imagens, que, ontem, dia 2 de Julho de 2008 correram mundo. Pelas informações veiculadas pelas autoridades colombianas, depois duma bem sucedida operação dos serviços secretos militares, 15 reféns, 3 americanos, 11 membros das forças da ordem colombianas e, a heroína, mulher duma fragilidade que remete para a invocação de Virgem Maria, Ingrid Betancourt, foram libertados!
e que, entre eles se encontrava a ex-candidata à Presidência da Colômbia, mulher, aparentemente, frágil, duma coragem inaudita (para aguentar aquele cativeiro de seis anos, em condições inomináveis, é obra!). 
Este livro escrito pelo alemão Dietrich Schwanitz, a pretexto de que os seus alunos sabiam pouco de história, de literatura e, menos ainda de filosofia é, em meu entendimento, imperdível e ao qual se tem de retornar, uma e outra vez...
A partir de agora vamos chamar-lhe DS, por comodidade minha.
DS sustenta que, com a emergência da modernidade, com o império da razão de Descartes, o pai fundador da filosofia moderna, século XVII, a religião inicia um processo comatoso. As «mundividências» vão apropriar-se do seu lugar. Começam, nas oficinas dos filósofos, a explicar-se o mundo. Entretanto começam a emergir os ismos (liberalismo, darwinismo, marxismo, vitalismo...) produzidos por grupos, gangs de intelectuais, que se propunham preencher as lacunas interpretativas do mundo. Impôs-se então o conceito globalizante de "TEORIA"

Nas disputas pelo titulo de Império e de imperador, na longa história do Alto Medievo europeu, emergiu,após a "renascença" carolíngia, em que Carlos Magno, rei dos francos, se sagrou Imperador, pela mão e pelo bordão de Leão III, um outro império, o da Rhinlândia, ao tempo de Ótão, com o beneplácito papal: surgindo então o Sacro Império Romano, uma espécie de sociedade por quotas, entre a Germânia e o papado de Roma. Esta urgência, necessidade, que alguns réis tinham do beneplácito Papal assenta num dos maiores embustes da história do Papado da igreja católica: o Édito de Constantino, documento apócrifo, que bem jeito deu ao Papado...
Hoje, dia 29 de Junho de 2008, na Viena de Strauss, os alemães levaram não só um baile (podia ser uma valsa,mas pareceu-me mais um pasodoble)de bola, como a sociedade que mantêm com o Bento XVI, o cardeal Ratzinger, foi, elegantemente, cilindrada pelos "povos" da Ibéria (veja-se as várias auriflamas com que outros tantos jogadores se drapejaram...no final do jogo).
Por tudo isto, e mais o que não se pode descrever em palavras, que viva a Selecção de Futebol de Espanha e mais TODOS os representantes dos povos da Ibéria que a integravam!
JA