Por estes dias tem-se discutido bastante as iniciativas internacionais do eng.º Sócrates. Foi à Argélia, foi a Luanda, foi à Líbia e recebeu o Presidente eleito (digo: reeleito) da Venezuela. Portugal, faz muito tempo, tem interesses em Luanda e na Venezuela. Ultimamente tem-se aproximado de Kadhafi e da Líbia (aquando da cimeira com África durante a presidência portuguesa da UE). sexta-feira, julho 25, 2008
Interesse nacional, comércio internacional e boa governança.
Por estes dias tem-se discutido bastante as iniciativas internacionais do eng.º Sócrates. Foi à Argélia, foi a Luanda, foi à Líbia e recebeu o Presidente eleito (digo: reeleito) da Venezuela. Portugal, faz muito tempo, tem interesses em Luanda e na Venezuela. Ultimamente tem-se aproximado de Kadhafi e da Líbia (aquando da cimeira com África durante a presidência portuguesa da UE). quinta-feira, julho 24, 2008
Ainda e sempre Robert Musil: "De La Bêtise".
Robert Musil foi noticia, recentemente, em Portugal, pela muitíssimo boa tradução de João Barrento do "Homem sem Qualidades", editado pelas Edições Dom Quixote.Continuo às voltas com o texto/conferência, apresentada em Viena a 11 de Março de 1937, que Robert Musil fez "Sobre a Estupidez". Então a besta nazi já tudo tinha corrompido, na Alemanha.
Todo o texto é de uma pré clara eficiência e actualidade. Vale por isso a pena lê-lo ou relê-lo.
Para recuperarmos o contacto com Musil, um pedaço mais:
"Fala-se hoje duma crise de confiança no humanismo, duma crise que ameaçará a confiança que todos colocamos no homem até aqui; poderíamos falar duma espécie de pânico que estaria a suceder à segurança onde nos encontrávamos ao ponto de levar a nossa barca sobre o signo da liberdade e da razão.
E não devemos dissimular que esses dois conceitos morais que também se alastram à moral da criação artística:liberdade e razão, conceitos que a idade clássica do cosmopolitismo alemão nos havia legado como critérios da dignidade humana,começaram a dar sinais, desde o meio do século XIX, ou um pouco mais tarde, de decrepitude. Deixaram de ter "validade", deixamos de saber o que fazer com eles; e se os deixamos secar, estiolar, o mérito é menos dos seus adversários do que dos seus defensores."
O que a seguir se desenrolou todos o sabemos. A hecatombe, a Shoa, o genocídio e a barbárie que se abateu sobre a Europa e no mundo inteiro, deu ilustração cabal a este texto de Musil.
JA
quarta-feira, julho 23, 2008
A Reforma da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados
O Dr. António Marinho e Pinto, ex-jornalista, advogado e actual Bastonário da Ordem dos Advogados, tem vindo, militantemente e apoiado no seu programa de candidatura vencedora á Ordem dos Advogados, a fustigar tudo quanto, em seu entender, está mal na JUSTIÇA.terça-feira, julho 22, 2008
Albert Camus: a actualidade dum intelectual.
A 10 de Dezembro de 1957 Albert Camus, francês nascido em Argélia, desloca-se à Câmara Municipal da cidade de Estocolmo para receber o prémio Nobel da Literatura. Nesse discurso, hoje classicizado como " O Discurso da Suécia", Camus reflecte sobre o oficio do escritor e do artista, sobre a sua ética e sobre o seu comprometimento.
Diz aí, naquele texto, uma soma de afirmativas, umas mais assertivas que outras, mas o que se pode entender como todo um programa sobre estética e cidadania: " (...) o escritor pode encontrar o sentimento de comunidade viva que o justificará, na única condição que aceite, e na medida em que ele o possa fazer, os dois encargos que fazem a grandeza do seu oficio: o serviço da verdade e o da liberdade."
Ainda falando do oficio do artista, do escritor, Camus, definitivo, sustenta: "Quaisquer que sejam as limitações pessoais, a nobreza do nosso oficio adquirirá raízes sempre em dois compromissos difíceis de sustentar: a recusa de mentir sobre aquilo que sabemos e a resistência à opressão."
Continuando a salmodiar, quase em tom de litania, mas certeiro, continua Camus:
" No mesmo lance, depois de ter falado da nobreza do oficio de escrever, coloquei o escritor no seu devido lugar; não tendo outros títulos senão aqueles que ele partilha com os seus companheiros de luta; vulnerável, mas casmurro; injusto e apaixonado pela justiça; construindo uma obra sem ódio nem orgulho, à vista de todos, sempre dividido entre a dor e a beleza, sempre destinado, enfim, a desenterrar do seu duplo ser as criações que ele tenta, obstinadamente, edificar no movimento destruidor da história. Quem, depois disto poderá esperar dele belas morais? A verdade é misteriosa e fugaz, sempre a conquistar. A liberdade é perigosa, dura para se viver e, ao mesmo tempo, exaltante. Devemos caminhar em direcção a esses dois objectivos, penosamente, mas resolutamente, certos à partida dos nossos fracassos sobre esse longo caminho."
Leiam, ou releiam, este texto impressivo, tanto quanto actual, dum dos grandes intelectuais do século XX, nascido em 1913 e falecido em 1960, vitima dum estúpido acidente de viação. Igual àquele outro que vitimou, recentemente, o intelectual e cidadão polaco - Geremek.
JA
segunda-feira, julho 21, 2008
"Por uma carta dos direitos dos mortos"
O titulo e a fotografia foram tomadas de empréstimo a Vítor Dias e ao seu blogue O Tempos das Cerejas, com a devida vénia e agradecimento. domingo, julho 20, 2008
O dia nasce...
Ainda e agora, da santa da minha devoção e do meu actual altar, M. Gabriela Llansol:
"13
O dia nasce e não veio com a realidade. è ainda simplesmente
Dia sobre a chávena de café que tudo invade a partir da mesa
Onde pousou. estranhamente, aquele negro quente apazigua.
Cheira a multidão que se esfria numa só pessoa, o homem que
A visita com regularidade. O líquido desce até à borra. É o momento
Em que a campainha da porta se vai ouvir, mas não lhe invejo
A realidade que lhe toca""
"O Começo De Um Livro É Precioso"
Assírio & Alvim
JA
sábado, julho 19, 2008
Estaline, Churchill e Roosevlt.

Estes três "gigantes" da politica ficaram ligados de modo severo e incontornável à 2.ª Guerra mundial, à Paz que a ela se associou, nos vários encontros a três, a dois e com outros líderes emergentes. Mas também ficaram associados a "boutades", a anedotas, a mitemas, que ainda perduram.
Diz-se, por exemplo, que a partilha da Europa foi feita em Yalta. Mentira. Foi feita num encontro em Moscovo.
Diz-se que foi Estaline a propor o "modo" como dividir a Europa. Inexacto. È Churchill que o faz, em Moscovo, em cima dum pequeno papel e que o estende a Estaline, sobre o qual, a lápis azul, este, apõe o seu assentimento.
Mas, e aqui fica a anedota.
Na Cimeira de Teerão, realizada entre Novembro e Dezembro de 1943, após um intervalo das conversações e no reencontro dos três líderes, na abertura da sessão, Churchill terá dito: "Sonhei que era o senhor do mundo". "E eu, sonhei que era o senhor do universo", teria declarado Roosevelt. Este, virando-se para Estaline: "E o senhor, o que sonhou?". Resposta pronta do Czar da Rússia:"Eu sonhei que não ratificava as vossas nomeações".
JA
Seis Estreitos, seis Estrangulamentos, Cinco mil anos.


PS - As fotografias são dos estreitos de Ormuz, Malaca e Bósforo.
sexta-feira, julho 18, 2008
Lenine e o terror.

Insiste-se, aqui e acolá, menos hoje que ontem, mas ainda assim, que o verdadeiro terror na Rússia Bolchevique é inaugurado por Estaline, o "pai dos povos".
Num livro interessante, que ando a dedilhar, de Marc Ferro, vem um pedaço duma carta do chefe da revolução, Lenine a Zinoviev, um dos brilhantes intelectuais bolcheviques sobre este tema.
Em Junho de 1918, manifestando a sua inquietação face ao aumento do terror, a Tchecka ( os seus dirigentes máximos...) sugeria reter o braço dos seus promotores, exactamente, a própria Tcheka! Isto é só, aparentemente, contraditório. Lenine escreve então a Zinoviev, primeiro responsável pela Tcheka em Petrogrado: " Protesto firmemente. Comprometemo-nos; ao passo que não hesitamos, nas nossas resoluções, em ameaçar com o terror de massas os deputados dos sovietes, quando se trata de passar aos actos refreamos a iniciativa revolucionária das massas, inteiramente fundamentada. Não é possível. Os terroristas vão considerar-nos uns papa-açordas. É preciso encorajar a energia e a natureza de massas do terror, particularmente em Petrogrado, cujo exemplo tem de ser decisivo."
O comentário de Marca Ferro é significativo e, ao mesmo tempo, feroz para Lenine: "Uma atitude que anuncia a posição de Hitler a respeito dos massacres."
Eu, pessoalmente, dispenso-me de quaisquer comentários.
JA
quinta-feira, julho 17, 2008
A. Teixeira e a metáfora da Torre de Pisa
E como você optou por me zurzir na forma, no tom, e partir de leituras da intertextualidade do meu poste, lá perdemos uma boa oportunidade, para uma boa discussão.
Eu tenho responsabilidades neste desfecho? Claro que sim, Sou quase neófito na blogoesfera. Isso faz de mim, por vezes, incompetente e canhestro, mas nunca "casca grossa".
Aceite, se quiser, os protestos da minha consideração pelo seu blogue e por, quase todos os postes que me foram dados ler no Herdeiro de Aécio,
José Albergaria
Herdeiro de Lopo Soares de Albergaria: Vizo Rey da India.


Não que seja o "herdeiro" deste Soares de Albergaria, mas segundo apurei, pertencerei ao mesmo ramo desta família que remonta aos primórdios da nacionalidade e acolhe-se aos "nomeados" Soeiro Mendes, senhores da Maia (na ordem hierárquica eram os segundos ao tempo do Conde Henrique...).
quarta-feira, julho 16, 2008
Apetece-me falar de política doméstica.

O Herdeiro de (general) Aécio e o "Ego de César"
Então vamos ao conteúdo dum poste recente, a pretexto dum programa de Paula Moura Pinheiro, Câmara Clara (titulo roubado a um livro interessantíssimo de Roland Barthes sobre a semiótica da fotografia e que se chama, precisamente, "Câmara Clara"), apresentado na RTP2, Domingo passado e, ontem, Terça-feira, mas que entrou pela madrugada dentro de quarta-feira.
segunda-feira, julho 14, 2008
Em louvor da amizade: João Tunes e Edmundo Pedro.
Estive, faz tempo, contando pelos dedos das minhas memórias, a tentar recordar quanto tempo "vale" a minha amizade com o João Tunes: 42 anos!Teatro Garcia de Resende
8 de Maio de 2007
·Senhor Presidente da Câmara Municipal de Évora, Dr. José Ernesto de Oliveira;
·Caro Editor, Dr. Baptista Lopes;
·Caríssimo Edmundo Pedro;
·Caros amigos,
Aceitei apresentar o livro do Edmundo Pedro, com alguma emoção, mas, reconhece-o, com alguma irresponsabilidade.
Falar de Edmundo Pedro e do seu livro de Memórias e do seu combate incessante pela Liberdade, não é tarefa fácil.
Nas badanas do seu livro encontra-se, de modo preciso, o seu B.I.:
Edmundo Pedro;
Nascido a 8 de Novembro de 1918, no Samouco, Alcochete;Filho de Margarida Tavares Ervedosa e de Gabriel Pedro;
Teve dois irmãos e, de um segundo casamento de seu pai, uma irmã, Gabriela, que muito estimava; Aos 15 anos foi condenado pelo tribunal militar especial a um ano de prisão; Em liberdade é eleito para a Direcção da Juventude comunista com Álvaro Cunhal; Foi novamente detido em 1936 e enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, criado por Salazar e instalado na Ilha de Santiago, no município do Tarrafal. Lá ficará 9 anos, em companhia de seu pai, Gabriel Pedro;Militante activo na Campanha de Humberto Delgado, em 1958, já fora das estruturas orgânicas do Partido Comunista, com quem já rompera;Em Janeiro de 1962 participou na tentativa insurreccional de Beja, vindo a cumprir 4 anos de prisão;Até ao 25 de Abril de 1974 mantém intensa actividade política;Em Setembro de 1973, a convite de Mário Soares, adere ao recém-criado Partido Socialista;Em 1974, no primeiro Congresso do Partido Socialista é eleito para os seus órgãos nacionais, nos quais se manteve durante mais de 15 anos;No verão quente de 1975 era responsável do aparelho de Segurança do Partido Socialista (esse facto trouxe-lhe agravos e ofensas, que ele, sofridamente, bem relata no livro que dedicou ao processo das “armas”);Foi responsável de TODA a logística que permitiu a gigantesca manifestação da Fonte Luminosa, a 19 de Julho de 1975, que iniciou o movimento de reversão do PREC para o modelo de democracia que hoje, felizmente, temos;Foi eleito deputado à Assembleia da República, em 1976, falhando, como teria sido seu direito, a Assembleia Constituinte. Aí esteve durante 11 anos donde saiu emocionado, homenageado por todas as bancadas. Destaco a referência sincera e encomiástica, em nome do Partido Comunista, celebrada pelo então deputado João Amaral;Foi Presidente da RTP entre 1977 e 1978, tendo iniciado aí um modo de gestão proficiente, promovendo um processo de modernização e de apetrechamento da Televisão Estatal. É de sua responsabilidade a aquisição do edifício da Av.ª 5 de Outubro. Ainda hoje, os mais velhos guardam saudades da sua gestão democrática, humanizante e, ainda assim, reconhecidamente eficiente.
Sobre o cidadão, a quem se pediu um retrato à la minute, estamos conversados… digo eu.Então, e o homem? Meus caros amigos, o Homem, esse, não cabe na minha palestra, porque MUITO GRANDE!
Edmundo Pedro tem um riquíssimo percurso de VIDA, de que dá notável testemunho nas suas MEMÓRIAS. Este primeiro volume de memórias reporta apenas 27 anos da sua excepcional existência e couberam em 550 páginas!Temos a promessa que os restantes 63 anos caberão em trezentas páginas. Isto é quase como tentar resolver a quadratura do círculo: impossível e improvável!
Mas falemos do seu livro e, ainda assim, da sua excepcional vida, num tempo que lhe foi dado viver! Na esquerda portuguesa, e mesmo na esquerda europeia não há uma tradição de produção memorialista, enxuta, escorreita, rigorosa.
Os exercícios dum Trotsky, dum Boris Souvarine, dum Victor Serge, dum Charles Tillon, dum Carilho, dum Roger Gauraudy (convertido ao Cristianismo e, posteriormente, ao Budismo), dum Pierre Daix, entre outros, foram sempre feitas com o objectivo de intervirem no debate político, do ajuste de contas com a História, ou com o propósito de diminuírem os seus adversários e concorrentes de combate partidário. Outros políticos optaram pela ficção, para discorreram sobre a memória do seu tempo. O caso mais flagrante e impressivo, na nossa história recente é a de Álvaro Cunhal…perdão, é a da Manuel Tiago que optou pela novela, pelo romance, pela critica literária e de arte para se “contar” e dar relato enviesado da sua vida porque, para ele, Álvaro Cunhal, o único herói é aquele mítico colectivo: o Partido!
O Edmundo Pedro optou por um caminho diferente. Na minha opinião, particularmente, difícil. O modo da escrita de Edmundo Pedro é feito em linha e, parece, a conselho de Joubert (citado por Barthes in “Incidentes”): “Não devemos exprimir-nos como sentimos, mas como recordamos.” Edmundo Pedro fá-lo, em minha opinião, exactamente, como Joubert o sugere! Na narrativa de vida do Edmundo Pedro não vasculhámos gavetas trancadas, não topámos esconderijos, não tropeçámos em cadáveres. Edmundo Pedro, pelo modo como se narra, os temas que elege, os episódios que sinaliza, o modo prudente, sóbrio e até o pudor que se pressente na sua escrita, torna-nos a nós, leitores, viajantes duma mesma viagem, cúmplices duma mesma causa, companheiros duma mesma demanda: a VERDADE!
Recordo-me, quando comprei o livro e o tomei em mãos senti-o pesado; percebi que tinha quase 600 páginas. Demorei alguns dias a iniciar a sua leitura, porque me parecia empresa que iria demorar o seu tempo. Puro engano! O livro de Edmundo Pedro lesse dum trago, em permanente alvoroço e dum modo apaixonado.Confesso-vos que tive a tentação de pensar que tal me tinha acontecido, porque, de algum modo, a meu modo e à minha dimensão, fui pequeno interveniente na luta contra o fascismo e sou amigo devoto e reconhecido do Edmundo. Hoje, sei que não tem a ver com os meus olhos, ou com os meus sentimentos particulares, antes tem a ver com a qualidade excepcional da narrativa memorialista e com a qualidade literária, ela também, da obra do Edmundo. Recentemente uma pessoa, que eu conheço, comprou o livro do Edmundo, mas sem a intenção de o ler, de o ler no imediato. Isto ocorreu, faz hoje 15 dias: a pessoa em questão já devorou quase 400 páginas e, segundo o seu testemunho, emocionada!
O modo como Edmundo fala do seu pai, Gabriel Pedro, personagem único na hagiografia comunista, como aborda os seus encontros e desencontros; o modo naturalista que elegeu para relatar o seu erotismo juvenil, como intercala esta dimensão na sua vida de revolucionário, não só o engrandece, como nos dá a nós, seus leitores, a medida exacta deste HOMEM de excepção. Que eu conheça e tenha lido, só um livro me parece poder aproximar-se desta escrita: a biografia de Pablo Neruda, que ele nomeou: “Confesso que vivi!”.
Mas, caros amigos, mais interessante do que estarem a ouvir-me perorar sobre o livro, mais ajustado para vós é LER as memórias deste SER de excepção que é o Edmundo Pedro.
Se me permitirem, três NOTAS mais - e finais:
1/ Creio poder afirmar que esperamos TODOS, ansiosos, pelo segundo volume das memórias deste enorme combatente pela Liberdade, farol que sempre alumiou a sua existência e a sua consciência de Homem e cidadão!
2/ Desejo que a saúde não lhe falte para poder concretizar aquele outro desafio de promover a Conferência Internacional em 29 de Outubro de 2007 no Tarrafal, de modo a podermos preservar ainda o que resta do Campo de Concentração.
3/ Creio que o Edmundo Pedro merecia uma Homenagem Nacional pelo muito que deu à Pátria. Sei que tal desiderato não será fácil, porque o Edmundo é um Herói sem Partido e um Mártir sem Igreja e, a estes, poucos serão os que ousam Homenagear. Penso que só um movimento de cidadania poderá tornar possível tal projecto. Assim saibamos porfiar!...
Quero terminar, com uma citação que cabe por inteiro ao Edmundo Pedro e pode resumir a sua vida de impenitente lutador de causas e da Liberdade:
“O único guia de um homem é a sua consciência; o único escudo da sua memória é a rectidão e a sinceridade das suas acções.” Wiston Churchill
Estou certo que esta acepção de Churchill pode bem funcionar como a legenda duma vida, da vida do Edmundo Pedro, toda ela dedicada à luta pela Verdade, pela Justiça e pela Liberdade!
Tinha-me proposto terminar, exactamente, aqui, mas a intervenção do Dr. Batista Lopes sugeriu-me um “incidente” ocorrido com o Deputado do CDS, Dr. Narana Coissoró, que se dirigiu, em tempos, nos corredores da Assembleia da República ao então deputado Edmundo Pedro:
“ Quero agradecer-lhe, porque não caiu na tentação de passar de perseguido a perseguidor…”.
Que melhor elogio, pode pretender um homem, para justificar a luta incessante duma vida?!...
Disse!"
José Albergaria
domingo, julho 13, 2008
A Colômbia: uma equação, com várias incógnitas, mas sem solução.







