
sábado, julho 26, 2008
Quanto valem duas imagens?...

Diplomacia e negócios
O meu amigo João Tunes e dono do blogue Água Lisa6 comentou esta problemática a partir dum poste que eu dediquei ao assunto.sexta-feira, julho 25, 2008
Porque hoje é sexta-feira, é Verão e quase não acontece nada...
Uma imagem vale bem cem palavras. E duas?!...
Interesse nacional, comércio internacional e boa governança.
Por estes dias tem-se discutido bastante as iniciativas internacionais do eng.º Sócrates. Foi à Argélia, foi a Luanda, foi à Líbia e recebeu o Presidente eleito (digo: reeleito) da Venezuela. Portugal, faz muito tempo, tem interesses em Luanda e na Venezuela. Ultimamente tem-se aproximado de Kadhafi e da Líbia (aquando da cimeira com África durante a presidência portuguesa da UE). quinta-feira, julho 24, 2008
Ainda e sempre Robert Musil: "De La Bêtise".
Robert Musil foi noticia, recentemente, em Portugal, pela muitíssimo boa tradução de João Barrento do "Homem sem Qualidades", editado pelas Edições Dom Quixote.Continuo às voltas com o texto/conferência, apresentada em Viena a 11 de Março de 1937, que Robert Musil fez "Sobre a Estupidez". Então a besta nazi já tudo tinha corrompido, na Alemanha.
Todo o texto é de uma pré clara eficiência e actualidade. Vale por isso a pena lê-lo ou relê-lo.
Para recuperarmos o contacto com Musil, um pedaço mais:
"Fala-se hoje duma crise de confiança no humanismo, duma crise que ameaçará a confiança que todos colocamos no homem até aqui; poderíamos falar duma espécie de pânico que estaria a suceder à segurança onde nos encontrávamos ao ponto de levar a nossa barca sobre o signo da liberdade e da razão.
E não devemos dissimular que esses dois conceitos morais que também se alastram à moral da criação artística:liberdade e razão, conceitos que a idade clássica do cosmopolitismo alemão nos havia legado como critérios da dignidade humana,começaram a dar sinais, desde o meio do século XIX, ou um pouco mais tarde, de decrepitude. Deixaram de ter "validade", deixamos de saber o que fazer com eles; e se os deixamos secar, estiolar, o mérito é menos dos seus adversários do que dos seus defensores."
O que a seguir se desenrolou todos o sabemos. A hecatombe, a Shoa, o genocídio e a barbárie que se abateu sobre a Europa e no mundo inteiro, deu ilustração cabal a este texto de Musil.
JA
quarta-feira, julho 23, 2008
A Reforma da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados
O Dr. António Marinho e Pinto, ex-jornalista, advogado e actual Bastonário da Ordem dos Advogados, tem vindo, militantemente e apoiado no seu programa de candidatura vencedora á Ordem dos Advogados, a fustigar tudo quanto, em seu entender, está mal na JUSTIÇA.terça-feira, julho 22, 2008
Albert Camus: a actualidade dum intelectual.
A 10 de Dezembro de 1957 Albert Camus, francês nascido em Argélia, desloca-se à Câmara Municipal da cidade de Estocolmo para receber o prémio Nobel da Literatura. Nesse discurso, hoje classicizado como " O Discurso da Suécia", Camus reflecte sobre o oficio do escritor e do artista, sobre a sua ética e sobre o seu comprometimento.
Diz aí, naquele texto, uma soma de afirmativas, umas mais assertivas que outras, mas o que se pode entender como todo um programa sobre estética e cidadania: " (...) o escritor pode encontrar o sentimento de comunidade viva que o justificará, na única condição que aceite, e na medida em que ele o possa fazer, os dois encargos que fazem a grandeza do seu oficio: o serviço da verdade e o da liberdade."
Ainda falando do oficio do artista, do escritor, Camus, definitivo, sustenta: "Quaisquer que sejam as limitações pessoais, a nobreza do nosso oficio adquirirá raízes sempre em dois compromissos difíceis de sustentar: a recusa de mentir sobre aquilo que sabemos e a resistência à opressão."
Continuando a salmodiar, quase em tom de litania, mas certeiro, continua Camus:
" No mesmo lance, depois de ter falado da nobreza do oficio de escrever, coloquei o escritor no seu devido lugar; não tendo outros títulos senão aqueles que ele partilha com os seus companheiros de luta; vulnerável, mas casmurro; injusto e apaixonado pela justiça; construindo uma obra sem ódio nem orgulho, à vista de todos, sempre dividido entre a dor e a beleza, sempre destinado, enfim, a desenterrar do seu duplo ser as criações que ele tenta, obstinadamente, edificar no movimento destruidor da história. Quem, depois disto poderá esperar dele belas morais? A verdade é misteriosa e fugaz, sempre a conquistar. A liberdade é perigosa, dura para se viver e, ao mesmo tempo, exaltante. Devemos caminhar em direcção a esses dois objectivos, penosamente, mas resolutamente, certos à partida dos nossos fracassos sobre esse longo caminho."
Leiam, ou releiam, este texto impressivo, tanto quanto actual, dum dos grandes intelectuais do século XX, nascido em 1913 e falecido em 1960, vitima dum estúpido acidente de viação. Igual àquele outro que vitimou, recentemente, o intelectual e cidadão polaco - Geremek.
JA
segunda-feira, julho 21, 2008
"Por uma carta dos direitos dos mortos"
O titulo e a fotografia foram tomadas de empréstimo a Vítor Dias e ao seu blogue O Tempos das Cerejas, com a devida vénia e agradecimento. domingo, julho 20, 2008
O dia nasce...
Ainda e agora, da santa da minha devoção e do meu actual altar, M. Gabriela Llansol:
"13
O dia nasce e não veio com a realidade. è ainda simplesmente
Dia sobre a chávena de café que tudo invade a partir da mesa
Onde pousou. estranhamente, aquele negro quente apazigua.
Cheira a multidão que se esfria numa só pessoa, o homem que
A visita com regularidade. O líquido desce até à borra. É o momento
Em que a campainha da porta se vai ouvir, mas não lhe invejo
A realidade que lhe toca""
"O Começo De Um Livro É Precioso"
Assírio & Alvim
JA
sábado, julho 19, 2008
Estaline, Churchill e Roosevlt.

Estes três "gigantes" da politica ficaram ligados de modo severo e incontornável à 2.ª Guerra mundial, à Paz que a ela se associou, nos vários encontros a três, a dois e com outros líderes emergentes. Mas também ficaram associados a "boutades", a anedotas, a mitemas, que ainda perduram.
Diz-se, por exemplo, que a partilha da Europa foi feita em Yalta. Mentira. Foi feita num encontro em Moscovo.
Diz-se que foi Estaline a propor o "modo" como dividir a Europa. Inexacto. È Churchill que o faz, em Moscovo, em cima dum pequeno papel e que o estende a Estaline, sobre o qual, a lápis azul, este, apõe o seu assentimento.
Mas, e aqui fica a anedota.
Na Cimeira de Teerão, realizada entre Novembro e Dezembro de 1943, após um intervalo das conversações e no reencontro dos três líderes, na abertura da sessão, Churchill terá dito: "Sonhei que era o senhor do mundo". "E eu, sonhei que era o senhor do universo", teria declarado Roosevelt. Este, virando-se para Estaline: "E o senhor, o que sonhou?". Resposta pronta do Czar da Rússia:"Eu sonhei que não ratificava as vossas nomeações".
JA
Seis Estreitos, seis Estrangulamentos, Cinco mil anos.


PS - As fotografias são dos estreitos de Ormuz, Malaca e Bósforo.
sexta-feira, julho 18, 2008
Lenine e o terror.

Insiste-se, aqui e acolá, menos hoje que ontem, mas ainda assim, que o verdadeiro terror na Rússia Bolchevique é inaugurado por Estaline, o "pai dos povos".
Num livro interessante, que ando a dedilhar, de Marc Ferro, vem um pedaço duma carta do chefe da revolução, Lenine a Zinoviev, um dos brilhantes intelectuais bolcheviques sobre este tema.
Em Junho de 1918, manifestando a sua inquietação face ao aumento do terror, a Tchecka ( os seus dirigentes máximos...) sugeria reter o braço dos seus promotores, exactamente, a própria Tcheka! Isto é só, aparentemente, contraditório. Lenine escreve então a Zinoviev, primeiro responsável pela Tcheka em Petrogrado: " Protesto firmemente. Comprometemo-nos; ao passo que não hesitamos, nas nossas resoluções, em ameaçar com o terror de massas os deputados dos sovietes, quando se trata de passar aos actos refreamos a iniciativa revolucionária das massas, inteiramente fundamentada. Não é possível. Os terroristas vão considerar-nos uns papa-açordas. É preciso encorajar a energia e a natureza de massas do terror, particularmente em Petrogrado, cujo exemplo tem de ser decisivo."
O comentário de Marca Ferro é significativo e, ao mesmo tempo, feroz para Lenine: "Uma atitude que anuncia a posição de Hitler a respeito dos massacres."
Eu, pessoalmente, dispenso-me de quaisquer comentários.
JA
quinta-feira, julho 17, 2008
A. Teixeira e a metáfora da Torre de Pisa
E como você optou por me zurzir na forma, no tom, e partir de leituras da intertextualidade do meu poste, lá perdemos uma boa oportunidade, para uma boa discussão.
Eu tenho responsabilidades neste desfecho? Claro que sim, Sou quase neófito na blogoesfera. Isso faz de mim, por vezes, incompetente e canhestro, mas nunca "casca grossa".
Aceite, se quiser, os protestos da minha consideração pelo seu blogue e por, quase todos os postes que me foram dados ler no Herdeiro de Aécio,
José Albergaria
Herdeiro de Lopo Soares de Albergaria: Vizo Rey da India.


Não que seja o "herdeiro" deste Soares de Albergaria, mas segundo apurei, pertencerei ao mesmo ramo desta família que remonta aos primórdios da nacionalidade e acolhe-se aos "nomeados" Soeiro Mendes, senhores da Maia (na ordem hierárquica eram os segundos ao tempo do Conde Henrique...).
quarta-feira, julho 16, 2008
Apetece-me falar de política doméstica.

O Herdeiro de (general) Aécio e o "Ego de César"
Então vamos ao conteúdo dum poste recente, a pretexto dum programa de Paula Moura Pinheiro, Câmara Clara (titulo roubado a um livro interessantíssimo de Roland Barthes sobre a semiótica da fotografia e que se chama, precisamente, "Câmara Clara"), apresentado na RTP2, Domingo passado e, ontem, Terça-feira, mas que entrou pela madrugada dentro de quarta-feira.






