quinta-feira, julho 31, 2008
Da corrupção...
quarta-feira, julho 30, 2008
Carlos Oliveira...uma vez mais.

Rafa Nadal: o tenista do povo.

terça-feira, julho 29, 2008
Carlos de Oliveira: trabalho poético.

segunda-feira, julho 28, 2008
Se uma abelha incomoda...um enxame impede o acesso aos arquivos do PCP!


Quem disse que o bolivariano não tinha sentido de humor?
domingo, julho 27, 2008
O Verão está a devastar neurónios na blogooesfera.

Eu, modesto aprendiz do espírito critico, da análise politica e modestíssimo comentador de factos, ocorrências e outras minudências considerei este texto duma meridiana clareza e a merecer comentário e reflexão...mas para mais adiante, quando os dados (confronto directo entre Obama e Mc Cain) estiverem lançados e os programas respectivos conhecidos.
Puro engano. Dois companheiros bloguistas decidiram interpelar o texto do João Tunes. Eu diria até: decidiram atropelar o poste do João Tunes.
Vejam só.O Lutz, que sendo alemão (é o que consta...)tem um português de primeiríssima água e um pensamento critico assaz criativo, postou, na caixa de comentários do Água Lisa6 esta pérola que de seguida vos deixo ler (o João Tunes já lhe respondeu, vergastando-o q.b.):
"De Lutz a 25 de Julho de 2008 às 18:54Como é problemático falar de entidades tão genéricas como a "esquerda" ou a "esquerda europeia", ou também "anti-americanismo"!Pode ser-se de esquerda sem ser anti-imperialista? Há quem dirá que não, a começar pelos que ainda choram a derrocada do império da esquerda. Mas deixamos este de parte, cujo anti-imperialismo não passa de uma mentira hipócrita.Mas há os outros. Eu, por exemplo. Não sou imperialista, não gosto de impérios, e ao mesmo tempo não tenho dúvidas de que a América de hoje é um império. Terei que deduzir disto que não posso ser senão um anti-americano?Vê-se aqui que o rótulo "anti-americano", é uma denúncia injusta e desonesta, um anti-imperialista, uma pessoa anti-imperialismo-americano, não é necessariamente um anti-americano."
Eu, cá para mim, sustento que este prosear só se pode explicar pelo efeito devastador dos raios solares sobre os neurónios de Lutz. Vão para a praia a horas inconvenientes. Deixam-se bombardear pelos raios ultra violetas...e, vejam só, no que dá?!...Incompreensível.
Mas, o melhor ainda estava para vir. A "piéce de resistance" viria no cinzento (ás vezes veste-se de cor, quando publica as belíssimas telas de Fernand Léger), no ortodoxo blogue do "anti-comunista" terciário (porque ainda é membro do Comité Central)Vítor Dias, o Tempo das Cerejas.Publico todo o poste, até para instrução das gerações vindouras, tal a qualidade do texto, da análise e do espírito critico que lhe subjaz.
Leiam, meditem e, se possível, critiquem-no.
Aqui vai, com titulo e tudo:
"Um para Obama,quatro para Mc Cain
Acabo de ler na blogosfera um inenarrável exercício de mistificação, guerra à independência de juizo e combate ao espírito crítico expostos nos seguintes termos finais por quem deve achar que a história americana vai começar com Obama e que o passado não nos ensinou nada: «(...) Obama não só não entusiasma os anti-americanos de véspera (que diziam que não eram contra a América mas só contra Bush) como a frieza quanto às mudanças que ele pode ou vai operar, aumenta. Fenómeno estranho. Para já, provisoriamente e até melhor entendimento, concluo que os mais genuínos entre a esquerda europeia anti-americana, enquanto Obama estagia para Presidente, está a estagiar para o novo confronto pós-Bush, ou seja, independentemente de quem é Presidente, a América é e será o Império do Mal. Até que a esquerda europeia substitua, na América, a esquerda americana ?».(*) [sublinhados meus]Absolutamente intimidado por este responso e raspanete e não desejando ser blasfemo em relação a essa nova religião política chamada Obamania, apresso-me a deixar aqui apenas um cartoon sobre Obama logo largamente abafado e compensado por QUATRO sobre John Mc Cain. Será que assim serei perdoado ?
(*) Para se perceber que há cabeças que também fazem o papel de cataventos, sublinhe-se entretanto que o autor destas doutas sentenças quando, com obsessiva frequência, escreve sobre os problemas ou fracassos das experiências do chamado «socialismo real», sempre põe o acento tónico não nas personalidades mas nas questões estruturais do sistema e da sua ideologia."
Então esta nótula de rodapé...ela é todo um programa!
Vejam só o que um modesto poste do João Tunes, de mor actualidade, aceite-se, mas ainda assim modesto, provocou? Dois feridos graves na blogoesfera...e não são pequenos.
Um, o Lutz, arguto, sagaz, assertivo (até aquando do confronto futebolístico da Alemanha contra Portugal foi frontal e virulento...mas sempre inteligente)e sempre com um sentido critico apurado. Desta vez, vá-se lá saber porquê, espalhou-se completamente e ao comprido. E teve mesmo recidiva. O João Tunes repondeu-lhe e ele insistiu com uma desculpa/explicação toda ela esfarrapada!
Já o Vítor Dias?!...nem sei o que diga.
Em Portugal, na nossa blogoesfera nacional, até que pode ser um caso do foro psicológico. Mantém uma relação de "ódio" com o João Tunes, uma relação de "suspeição" permanente para com o pensamento de João Tunes e, mais ainda, uma vontade permanente de o destruir por que, para ele, é um consabido e "avinagrado" inimigo a abater.Se fosse na velhinha URSS, ao tempo de Estaline, como seria, Vítor Dias?...Como é que se resolvia estas contradições, entre o pensamento justo (o SEU) e as posições burguesas, dos inimigos de classe,as do João Tunes?
È que nem preciso de explicitar a resposta!
Mas, o que me espantou mesmo, foi a nota de rodapé. Então o Vítor Dias zurze no João Tunes porque, ele, quando ataca, critica, analisa, os universos comunistas (os que implodiram e os que ainda, caducos, feudais, persistem)"põe o acento tónico não nas personalidades, mas nas questões estruturais do sistema e da sua ideologia".
Mas, "camarada" Vítor Dias, já reparou, que isso, dito assim e por si, não pode deixar de ser considerado um elogio!
O marxismo sempre considerou determinante a estrutura, as infraestruturas, as classes, o modo de produção, as relações de propriedade, a propriedade dos meios de produção, a luta de classes e, isso sustentado numa ideologia: o materialismo dialecto e o materialismo histórico.
Marx e os marxistas, os seu próceres, sempre dedicaram pouca massa cinzenta ao papel do individuo na história, mas , ainda assim, alguns, poucos, lhe dedicaram páginas interessantes...
Agora, você criticar o João Tunes por hipervalorizar o papel de Barack Obama no futuro do USA?! Nem queria acreditar!
Quantos milhares de caracteres dedicou já o João Tunes a tentar perceber o papel de Estaline,Fidel Castro, Álvaro Cunhal, no seu tempo, nos seus países respectivos, e não só?!...
Acho mesmo, que o Verão está a devastar neurónios e, as primeira vitimas importantes e visíveis, Lutz e o "nosso" bloguista do tempo das cerejas, culto, quase sempre bem informado, cosmopolita, erudito, mas, insistentemente, comunista e, repetitivamente, marxista ortodoxo ( eu não devia estar a "mimá-lo" com elogios ou a atribuir-lhe qualidades...porque ele não gosta, quando tal vem dos "inimigos"), Vítor Dias.
José Albergaria
sábado, julho 26, 2008
ALDA LARA, poeta angolana.

Da poeta angolana, escolhi o poema Testamento, extraído do livro Poesia Africana de Língua Portuguesa, p. 67-68. Organizado por Maria Alexandre Dáskalos, Lívia Apa e Arlindo Barreiros. Publicado no Rio de Janeiro, por Lacerda Editores em co-edição com a Academia Brasileira de Letras, em 2003.
Quanto valem duas imagens?...

Diplomacia e negócios
O meu amigo João Tunes e dono do blogue Água Lisa6 comentou esta problemática a partir dum poste que eu dediquei ao assunto.sexta-feira, julho 25, 2008
Porque hoje é sexta-feira, é Verão e quase não acontece nada...
Uma imagem vale bem cem palavras. E duas?!...
Interesse nacional, comércio internacional e boa governança.
Por estes dias tem-se discutido bastante as iniciativas internacionais do eng.º Sócrates. Foi à Argélia, foi a Luanda, foi à Líbia e recebeu o Presidente eleito (digo: reeleito) da Venezuela. Portugal, faz muito tempo, tem interesses em Luanda e na Venezuela. Ultimamente tem-se aproximado de Kadhafi e da Líbia (aquando da cimeira com África durante a presidência portuguesa da UE). quinta-feira, julho 24, 2008
Ainda e sempre Robert Musil: "De La Bêtise".
Robert Musil foi noticia, recentemente, em Portugal, pela muitíssimo boa tradução de João Barrento do "Homem sem Qualidades", editado pelas Edições Dom Quixote.Continuo às voltas com o texto/conferência, apresentada em Viena a 11 de Março de 1937, que Robert Musil fez "Sobre a Estupidez". Então a besta nazi já tudo tinha corrompido, na Alemanha.
Todo o texto é de uma pré clara eficiência e actualidade. Vale por isso a pena lê-lo ou relê-lo.
Para recuperarmos o contacto com Musil, um pedaço mais:
"Fala-se hoje duma crise de confiança no humanismo, duma crise que ameaçará a confiança que todos colocamos no homem até aqui; poderíamos falar duma espécie de pânico que estaria a suceder à segurança onde nos encontrávamos ao ponto de levar a nossa barca sobre o signo da liberdade e da razão.
E não devemos dissimular que esses dois conceitos morais que também se alastram à moral da criação artística:liberdade e razão, conceitos que a idade clássica do cosmopolitismo alemão nos havia legado como critérios da dignidade humana,começaram a dar sinais, desde o meio do século XIX, ou um pouco mais tarde, de decrepitude. Deixaram de ter "validade", deixamos de saber o que fazer com eles; e se os deixamos secar, estiolar, o mérito é menos dos seus adversários do que dos seus defensores."
O que a seguir se desenrolou todos o sabemos. A hecatombe, a Shoa, o genocídio e a barbárie que se abateu sobre a Europa e no mundo inteiro, deu ilustração cabal a este texto de Musil.
JA
quarta-feira, julho 23, 2008
A Reforma da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados
O Dr. António Marinho e Pinto, ex-jornalista, advogado e actual Bastonário da Ordem dos Advogados, tem vindo, militantemente e apoiado no seu programa de candidatura vencedora á Ordem dos Advogados, a fustigar tudo quanto, em seu entender, está mal na JUSTIÇA.terça-feira, julho 22, 2008
Albert Camus: a actualidade dum intelectual.
A 10 de Dezembro de 1957 Albert Camus, francês nascido em Argélia, desloca-se à Câmara Municipal da cidade de Estocolmo para receber o prémio Nobel da Literatura. Nesse discurso, hoje classicizado como " O Discurso da Suécia", Camus reflecte sobre o oficio do escritor e do artista, sobre a sua ética e sobre o seu comprometimento.
Diz aí, naquele texto, uma soma de afirmativas, umas mais assertivas que outras, mas o que se pode entender como todo um programa sobre estética e cidadania: " (...) o escritor pode encontrar o sentimento de comunidade viva que o justificará, na única condição que aceite, e na medida em que ele o possa fazer, os dois encargos que fazem a grandeza do seu oficio: o serviço da verdade e o da liberdade."
Ainda falando do oficio do artista, do escritor, Camus, definitivo, sustenta: "Quaisquer que sejam as limitações pessoais, a nobreza do nosso oficio adquirirá raízes sempre em dois compromissos difíceis de sustentar: a recusa de mentir sobre aquilo que sabemos e a resistência à opressão."
Continuando a salmodiar, quase em tom de litania, mas certeiro, continua Camus:
" No mesmo lance, depois de ter falado da nobreza do oficio de escrever, coloquei o escritor no seu devido lugar; não tendo outros títulos senão aqueles que ele partilha com os seus companheiros de luta; vulnerável, mas casmurro; injusto e apaixonado pela justiça; construindo uma obra sem ódio nem orgulho, à vista de todos, sempre dividido entre a dor e a beleza, sempre destinado, enfim, a desenterrar do seu duplo ser as criações que ele tenta, obstinadamente, edificar no movimento destruidor da história. Quem, depois disto poderá esperar dele belas morais? A verdade é misteriosa e fugaz, sempre a conquistar. A liberdade é perigosa, dura para se viver e, ao mesmo tempo, exaltante. Devemos caminhar em direcção a esses dois objectivos, penosamente, mas resolutamente, certos à partida dos nossos fracassos sobre esse longo caminho."
Leiam, ou releiam, este texto impressivo, tanto quanto actual, dum dos grandes intelectuais do século XX, nascido em 1913 e falecido em 1960, vitima dum estúpido acidente de viação. Igual àquele outro que vitimou, recentemente, o intelectual e cidadão polaco - Geremek.
JA
segunda-feira, julho 21, 2008
"Por uma carta dos direitos dos mortos"
O titulo e a fotografia foram tomadas de empréstimo a Vítor Dias e ao seu blogue O Tempos das Cerejas, com a devida vénia e agradecimento. domingo, julho 20, 2008
O dia nasce...
Ainda e agora, da santa da minha devoção e do meu actual altar, M. Gabriela Llansol:
"13
O dia nasce e não veio com a realidade. è ainda simplesmente
Dia sobre a chávena de café que tudo invade a partir da mesa
Onde pousou. estranhamente, aquele negro quente apazigua.
Cheira a multidão que se esfria numa só pessoa, o homem que
A visita com regularidade. O líquido desce até à borra. É o momento
Em que a campainha da porta se vai ouvir, mas não lhe invejo
A realidade que lhe toca""
"O Começo De Um Livro É Precioso"
Assírio & Alvim
JA






