quarta-feira, agosto 13, 2008
Certeiro...como quase sempre.
O que é interessante notar ainda neste poste (não sei se foi inadvertidamente que o fez...): a invocação de Alá! (oxalá: assim Alá o queira!).
Esta miscigenação...neste tão pequenino rectângulo...é no que dá.
Zé Albergaria
terça-feira, agosto 12, 2008
Afinal, até na cerimónia de abertura de Beijing 2008...havia truques!
O matutino Le Monde vem esclarecer que, afinal, a cerimónia de abertura dos XIX Jogos Olimpicos da Era Moderna em Beijing 2008, tiveram truques e ilusões...LEMONDE 12.08.08
C'est d'abord le directeur musical du spectacle qui a reconnu que la fillette chinoise qui a chanté lors de la cérémonie l'avait fait en playback, la vraie interprète ayant été remplacée pour des raisons esthétiques. C'est ensuite les organisateurs qui ont concédé mardi que le programme télévisé de la cérémonie d'ouverture comportait des images truquées et prémontées de feux d'artifice. Notamment celles de la spectaculaire scène d'introduction, dans laquelle des empreintes géantes de pieds s'inscrivaient dans le ciel, traversant Pékin vers le stade olympique. Les empreintes tracées par les fusées étaient censées être filmées en direct depuis un hélicoptère, mais "il se peut que des images de pieds précédemment tournées aient été utilisées en raison de la mauvaise visibilité", a précisé Wang Wei, le vice-président du Comité d'organisation des Jeux.
Selon le journal Beijing Times, les images ont été montées de façon artificielle grâce àu coûteux travail d'une société informatique spécialisée. Cette entreprise, Crystal fireworks, serait parvenue à simuler les mouvements de l'hélicoptère et à créer un faux flou censé être causé par le brouillard. "
Vanessa Fernandes: uma campeã!
Hoje, pela manhã, no Radio Clube Português gostei, gostei mesmo muito, de ouvir a atleta (como dizia o locutor: a triatleta!)Vanessa Fernandes. O jornalista perguntava-lhe "o que ela desejava para a prova olimpica". Vanessa respondia-lhe: " Já vou pensando na prova. O stress ainda não chegou, mas já penso na prova. O que posso prometer? A única coisa que sei que vou fazer é:sair a matar e chegar ao final a morrer!"
Esta é a promessa duma campeã.
Parabéns e, também, muita sorte, Vanessa Fernandes!
José Albergaria
segunda-feira, agosto 11, 2008
As aldeias Potemkine e o embuste de Beijing 2008


Os embustes, as encenações, as grandes e as pequenas, atravessam a História e a história dos povos.Pedro o Grande e Catarina I mudaram a face da Rússia. Construíram, entre outras coisas a que viria a ser Petrogrado. Fizeram-no como tão bem denunciaram os socialistas revolucionários russos dos promórdios do século XX - com suor e muito sangue!
A herdeira deste trono, a notável Catarina II, a czarina, calhou-lhe em sorte um marido louco.
Teve pois que reconhecer como seu "homem" de confiança o arguto e inteligente primeiro-ministro Potemkine.
Este astuto homem de estado, para dar à czarina a ideia duma Rússia moderna, com uma agricultura avançada, preparava as viagens de comboio para Catarina II, decorando de véspera, as "frentes" dos campos junto á ferrovia com cenários de madeira e cor...Ficaram então, estas aldeias, a serem conhecidas como as aldeias Potemkine!
Leni Rienfenstahl ao tempo de Hitler criou, com a genialidade e o bem fazer que hoje se lhe reconhece, um Povo, um Partido, uma Nação que não existiam, mas que as suas imagens transfiguraram!
O realizador chinês Zhang Yimou não fez tanto quanto Rienfenstahl com a sua "cenografia" e as imagens que produziu para a Abertura de Beijing 2008, mas fez parecido: "escondeu" a verdadeira China contemporânea.
O que me espanta (ainda me surpreendo...), em Portugal, é as "perplexidades" hipócritas e puritanas do PCP e de alguns intelectuais orgânicos desse partido.
Faz tempos, de modo militante, consistente e severo, na teoria e na praxis, zurziam os marxistas portugueses do PCP, em dois desvios "letais" (afirmavam aqueles) para o Movimento Comunista Internacional: o "euro comunismo" de Berlinguer, de Carilho e de Marchais e o cisma chinês, não só o de Mao Ze Dong e do Grupo dos Quatro, ruralista, anti ocidente e anti tradições milenares, mas também contra os seus sucessores liderados por Deng.
Que eu saiba, aparentemente, NADA mudou na ideologia do PCP e, menos ainda, na dos comunistas chineses: continuam na via de Deng, aprofundando-a!
Então porque, pessoas cultas, eruditas, bem informadas, fazem "tábua rasa" do que escreveram, pensaram e sustentaram durante decénios contra os "divisionistas", os "revisionistas" chineses ao tempo de Kruchov, Brejenev, Andropov e, mesmo ainda, nos primórdios de Gorbachov? Que lutas tremendas se travaram na América latina, na África e um pouco na Europa - entre pró-soviéticos e pró-chineses?! Foram feitas por nada? Contra nada? Foram travadas há muito tempo? Não:há menos de 30 anos!
Uma coisa é a estética, a beleza dum acto, que vale de per si...mas para os cultores da beleza. Agora, para quem sempre defendeu a utilidade social da Arte...é de espantar que se fiquem por aí - perante a abertura dos Jogos de Beijing 2008!
Então os XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna, a beleza do Acto Inaugural, a qualidade ímpar dos estádios, dos pavilhões, das pistas. do merchandizing, da organização, podem esconder o quotidiano da China e dos chineses? Podem esconder o social?!...Podem esconder o real? O marxista, claramente, dirá que NÃO!
Então, num passe de magia (ao modo das aldeias Potemkine) a China tornou-se numa sociedade moderna, progressiva, plural, democrata, livre, tolerante,como a mais prestigiada das democracias mundiais? E a pena de morte - decretada pelo mais tonto dos burocratas do PCC? E a prisão dum anónimo cidadão? E o trabalho "escravo"? E a poluição criminosa das indústrias? E o dumping social, com os ridiculos preços do trabalho assalariado? E o horário de trabalho? E as liberdades fundamentais? E os direitos humanos? E a feroz luta contra os internautas?...
Embuste, fábula, encenação, crime, igonominia, hipocrisia...é o mínimo que se pode dizer sobre o que se vai lendo e ouvindo.
Em abono da verdade deve dizer-se o que é.
Com a implosão da URSS e do seu império, o que ficou?
Na América latina quedou-se Cuba e, agora, umas experiências pouco ortodoxas (Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Chile, Argentina e Brasil...) que provocam desconfianças ao PCP. Na África?!...sobra pouca coisa. Ele há, recentemente, uma aproximação ao MPLA e a Angola.
Pois, então o que sobra? O extremo-oriente, liderado pela gigantesca China! Reparem que é nesta zona que se sente ainda a presença de Marx, Lenine, Estaline e etc: Laos, Cambodja, Coreia do Norte, Vietname e China!!!!
Pragmático, como sempre o foi, o PCP esquece "pequenas" querelas - para se "lançar" nos braços do partido irmão: o Partido Comunista da China!
Nem mais.
Isto vale TUDO!Isto vale bem um MISSA! Até duas, camaradas!
José Albergaria
PS - As fotografias: 1/ Leni Rienfensthal; 2/Zhang Yimou.
sábado, agosto 09, 2008
Troco Istambul por Beijing.


"NEDIM GÜRSEL
Estambul, 'mon amour'
Estambul será capital cultural de Europa en 2010, lo cual podría parecer paradójico para la capital de los sultanes otomanos, pero también para la ciudad de Pierre Loti, el cantor de Estambul, que proyectó sus propios fantasmas sobre una Turquía que él deseaba oriental. Estambul hizo soñar tanto a los europeos a finales del siglo XIX, como la Puerta de Oriente o la Sublime Puerta -nombres que se le daban en la época-, que hoy nos resulta difícil concebirla fuera de su mito. Sin embargo, a caballo entre los dos continentes y las dos orillas del Bósforo, esta megalópolis de casi 15 millones de habitantes, que no deja de extenderse y desarrollarse y ha sido golpeada de nuevo en los atentados de julio, reclama su lugar entre las ciudades europeas
La UE y Turquía se aman y, a la vez, se rechazan y se desgarran. Es una relación pasional Europa acaba de integrar a Bulgaria y Rumania, dos países cuya historia ha estado unida a la turca-
Es curioso que esta metáfora adquiera todo su sentido en otro escritor, francés por añadidura, que no canta como Pierre Loti a la ciudad oriental, sino que la describe como una cantante "cubierta de gloria": "He aquí, pues, esta ciudad, con la que soñaba a los 19 años a través de los numerosos escritores franceses, con Nerval a la cabeza, que la describen. He aquí, pues, a esta vieja cantante cubierta de gloria y joyas, a la que veo desde mi ventana. Otra más que se niega a que le hablen de su edad y su pasado. Es totalmente joven. Ha cambiado de nombre. Está empezando".
En efecto, Estambul está hoy empezando en su traje nuevo de estrella europea. Y la metáfora de la "vieja cantante", también es apropiada para la Europa que se va construyendo ("llenándose de aire e hinchándose", debería decir) mientras se amplía. Tal vez sea todavía virgen tras mil esponsales y se prepare, con Turquía, para el milésimo primero. Pero las cosas no son como en los cuentos de Las mil y una noches, y las dos partes (la Unión Europea con sus 27 Estados miembros, de un lado, y del otro Turquía, con sus defectos y sus cualidades) se aman y, al mismo tiempo, se rechazan y se desgarran. No se trata de galanterías, sino de una verdadera relación pasional cuyo final es aún incierto.
Para regresar a la ciudad, diré que yo también, como Jean Cocteau, la he contemplado a menudo desde mi ventana y me he sentido deslumbrado por su famosa silueta de minaretes y cúpulas de color ceniza. Sin embargo, cuando llegué de Anatolia a los 12 años para estudiar en el instituto de Galatasaray, no vi esa silueta, el perfil de cúpulas y minaretes sobre el horizonte que hizo decir a Jean Thévenot que "era la situación más bella del mundo" y que Chateaubriand, Lamartine, Nerval y Gautier ya describieron antes que Loti. Lo que yo vi, mientras el barco se acercaba al puerto, fue una masa oscura en la bruma que adoptaba la forma de un monstruo surgido de la mar. Entonces cerré los ojos para no ver el rostro inmenso de aquella bestia de colmillos acerados ni el resplandor de las temibles llamas que salían de su gaznate. Luego, la ciudad me engulló durante mis años de adolescencia, de los que hablé largo y tendido en una novela, La Première femme, para cuya edición española escribió un prefacio mi amigo Juan Goytisolo.
Pasaron los años. Y antes de escribir Le roman du conquérant, yo no sabía nada sobre las peripecias de la caída de Constantinopla ni los incontables combates que hubo que librar para que la ciudad se rindiera. Ignoraba que, a principios de siglo, el temible cañón fundido por Orban fue arrastrado con gran esfuerzo por 50 pares de bueyes y 400 artilleros hasta la puerta de Kaligaria, y allí estalló, volatilizando a quienes se encontraban alrededor, después de haber lanzado varios disparos que abrieron profundas brechas en las murallas.
Tampoco había oído hablar de las noches desesperadas de Mehmet II, de sus pesadillas -¡sí, sus pesadillas!-, de la tenacidad de Zaganos Pachá, que permitió la prolongación del asedio, del diluvio de flechas, balas y piedras que se abatió sobre el ejército otomano, de los cadáveres de los jenízaros amontonados en los fosos al pie de las murallas. ¡Cómo podía saber algo acerca de la enorme cadena de varias toneladas que los sitiados tendieron entre las dos orillas del Cuerno de Oro, a la altura de Galata, para rechazar a la flota otomana, ni el apoyo que dieron a Bizancio genoveses y venecianos, ni el misterioso fuego griego que incendiaba hasta las olas!
Sólo años después, lejos de Estambul, pude por fin conocer la historia de mi ciudad, gracias a los libros que devoré en la biblioteca de la Sorbona, y escribir esa novela. Y si hablo hoy de su conquista, de su historia reciente en relación con el reino milenario de Bizancio, es para denunciar ese mito fundador que todavía revindican algunos nacionalistas.
Éstos, frente al rechazo de Turquía por parte de la mayoría de los europeos, son por desgracia cada vez más numerosos. Estambul será pronto la capital cultural de Europa, y sería una paradoja, incluso una incongruencia, prepararse para la ocasión en un espíritu de conquista y orgullo nacional.
¿Qué sería hoy de Europa sin Estambul, cuando acaba de integrar a Bulgaria y Rumania, dos países cuyo destino ha estado tanto tiempo unido al de Turquía? Convertida en la ciudad más poblada del continente, construida en la encrucijada de dos mares y dos civilizaciones, a caballo entre Oriente y Occidente, la antigua capital de los sultanes sigue atrayendo, como en la época gloriosa del imperio otomano, a las poblaciones de los países vecinos, mientras otras ciudades europeas pierden habitantes y resultan aburridas en comparación. Después de haber visitado todas las capitales europeas, entre ellas, las de los países bálticos, no puedo dejar de pensar en el futuro de una Europa que deje a Estambul fuera de sus fronteras. Eso significaría rechazar una parte importante de su patrimonio histórico y cultural. Sin esta megalópolis efervescente que no deja de desarrollarse y europeizarse y, al mismo tiempo, conserva el legado de su pasado imperial, la vida ciudadana sería muy triste en una Europa envejecida."
Nedim Gürsel es escritor turco y director de investigaciones en el Centro Nacional de Investigaciones Científicas"
JA
sexta-feira, agosto 08, 2008
O inspector Fontinha.
Durante anos a fio o inspector Fontinha, da segurança social, deambulou pelas praças, marginais, passeios alegres, guerra junqueiro, pereiró, gomes da costa, ribeira e outros requebros, e ainda nuns quantos quebrantos da "luminosa" urbe que deu nome à pátria, nossa, bem amada. William Blake: poeta, gravador, tradutor, mistico.


William Blake nasceu em Londres em 1757, onde viveu toda a sua vida. Morre em 1827.Com dez anos foi enviado para a escola aprender desenho e, aos quatorze anos, tornou-se aprendiz do famoso gravador James Basire. Dois anos depois, Blake começou a estudar e desenhar as igrejas de Londres, particularmente Abadia de Westminster cuja estilo gótico grandioso o impressionava e fascinava.William Blake foi o primeiro dos grandes poetas românticos ingleses, pintor, impressor, e um dos maiores gravadores da história inglesa.
Estes poemas denotam já um génio maior e um prodígio. A métrica empregue por ele é versilibrista, poema em branco,muito ao gosto da época.
A partir de 1784, Blake começa, ele próprio a publicar vários de seus poemas: Song of Innocence" e " The Book of Thel " que foi seguido por " The Marriage of Heaven and Hell ".
Hoje há Jogos Olimpicos em Beijing.
Logo, pelas 8 horas da noite, em Beijing, aos 8 minutos, no dia 8 de Agosto, oitavo mês do ano de 2008 dar-se-á inicio às cerimónias de Abertura dos XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna.Do número 8, na China, já falámos.
Se se cumprisse a tradição Helénica, as guerras, todas ELAS, seriam suspensas, as guerreias e as ofensas bélicas seriam, durante a duração dos Jogos, abolidas.
Mas, para mal da humana condição, a tradição - já não é o que foi!
Saudemos os atletas que, honradamente, sem estratagemas, químicos ou outros, se vão defrontar brava e estoicamente.
Para eles, e só para ELES, os maiores dos sucessos!
José Albergaria
quinta-feira, agosto 07, 2008
Cesário Verde: "troca-tintas".

José Joaquim Cesário Verde nasceu em 25 de Fevereiro de 1855. Morreu tuberculoso ainda o século não findara. Foi amanuense numa casa de ferragens de seu pai e produtor de legumes frutas numa quinta em Linda -a -Pastora. Morreu no Paço do Lumiar.
É, hoje, considerado o mais importante e revolucionário poeta da sua geração, que faz a ruptura do romantismo para o Modernismo.
É Fernando Pessoa que assim o reconhece e que se assume como herdeiro e prócere de Cesário.
Em vida desejou o sucesso e dele foi afastado. Tentou publicar-se e ainda o conseguiu nalguns jornais, mas foi maltratado por poetas, estetas e, sobretudo, por jornalistas.
Conta-se mesmo, que um desses desbocados, inimputáveis escribas, se terá cruzado com o poeta e arremessou-lhe: " Ali vai Cesário azul!". O poeta, introspectivo, deixou sossegar a desfeita e, quando se cruzou com o escriba, ter-lhe-á retorquido: "Adeus ó troca-tintas!".
De Cesário ficou o que o poeta nos legou, que sendo pouco é do mais importante que se encontra na nossa poesia contemporânea.
Veja-se como discorre o nosso Walt Witman:
"Bem sei que preparais correctamente
O aço e a seda, as lâminas e o estofo:
Tudo o que há de mais dúctil, de mais fofo,
Tudo o que há de mais rijo e resistente!
Mas isso tudo é falso, é maquinal,
Sem vida, como círculo ou um quadrado,
Com essa perfeição do fabricado,
Sem o ritmo do vivo e do real!
Uma aldeia daqui é mais feliz,
Londres sombria em que cintila e corte!...
Mesmo que tu, que vives a compor-te,
Grande seio arquejante de Paris!..."
Leiam Cesário e vejam como a sua poesia, amadurecendo, reverdece a cada passagem, a cada leitura.
JA
quarta-feira, agosto 06, 2008
Os Jogos Olimpicos da Era Moderna na China Contemporânea
Os marxistas do PC Chinês continuam devotos das tradições milenares da China. Sabe-se que cultuam a numerologia.
Para os chineses o 8 é o número de "oiro", o que transporta em si todas as benesses do mundo.
Em que data se vai realizar a abertura dos jogos olímpicos? No dia 8, do mês 8 e do ano...2008 e, provavelmente, iniciar-se-á às 8,00horas!
Mas nem só destas singularidades vivem os Jogos Olimpicos de Beijing.
Veja-se o interessante artigo que o matutino parisiense Le Monde publica hoje. Vai sem tradução, por preguiça minha, mas para desenferrujar o francês de quem não o pratica há muito tempo.
"Pékin sous tension, deux jours avant les Jeux
Valérie Niquet : "Les Jeux pour symboliser l'ouverture de la Chine"
A deux jours de l'ouverture des Jeux olympiques, la tension sécuritaire est montée d'un cran en Chine. Mercredi 6 août, les autorités ont arrêté quatre étrangers, qui défiaient le pouvoir en appelant à un "Tibet libre" devant le stade national, alors que la flamme olympique rentrait à Pékin. Selon l'agence officielle Chine Nouvelle, deux Britanniques et deux Américains ont été interpellés par la police, douze minutes après avoir déployé une première banderole près du "nid d'oiseau". Mais selon le groupe Students for a free Tibet, les militants – trois hommes et une femme – sont restés près d'une heure et demie à côté du stade.
"Nous avons mené cette action pour souligner l'utilisation de ces JO par les autorités chinoises comme outil de propagande", a expliqué Iain Thom, un Ecossais de 24 ans. Les quatre manifestants sont entrés en Chine avec des visas de touristes, a indiqué la police à Chine Nouvelle. Selon Students for a free Tibet, les quatre militants ont déployé trois banderoles, deux en anglais et une en chinois. "On ne risque pas de les revoir de sitôt", a commenté la directrice de l'ONG, Lhadon Tethong, précisant que cette action, "vigoureusement condamnée" par le comité d'organisation des Jeux, était préparée "de longue date".
UN MÉDAILLÉ DES JEUX D'HIVER PRIVÉ DE VISA
Les autorités chinoises ont déployé d'importants moyens de sécurité autour des sites olympiques, invoquant la menace terroriste. Mais pour certains militants des droits de l'homme, ces mesures visent avant tout à empêcher toute manifestation qui pourrait ternir l'organisation des Jeux. Outre la question du Tibet, Pékin craint que soit remise en cause son engagement au Darfour (Soudan). Mercredi, l'Américain Joey Cheek, médaillé d'or de patinage de vitesse en 2006 et militant de la cause du Darfour, a eu son visa pour la Chine révoqué. "En dépit du fait que j'ai toujours parlé de manière positive de l'idéal olympique et jamais appelé à un boycott ou demandé à un athlète d'enfreindre une règle du CIO, mon visa a été révoqué moins de 24 heures avant mon départ", a déclaré M. Cheek, l'un des co-fondateurs de Team Darfur. Le responsable de l'ambassade de Chine à Washington, qui a prévenu M. Cheek de cette décision, lui a indiqué qu'il n'était "pas tenu d'avancer une raison" pour la révocation de son visa.
Joey Cheek devait se rendre à Pékin pour soutenir plus de 70 athlètes en compétition qui se sont engagés à attirer l'attention pendant les Jeux sur les violences au Darfour et sur le rôle que pourrait jouer la Chine et la communauté internationale pour y mettre fin. "Je suis attristé de ne pas pouvoir assister aux Jeux (...) Le refus de mon visa s'inscrit dans un effort systématique du gouvernement chinois pour contraindre et menacer les athlètes qui s'expriment au nom des populations innocentes au Darfour". Washington a officiellement protesté.
RAPPEL À L'ORDRE
Face au durcissement de ces mesures de sécurité, les partenaires de la Chine haussent le ton. Les Etats-Unis ont ainsi rappelé mardi à la Chine les engagements qu'elle avait pris en se portant candidate à l'organisation des JO, après les brutalités infligées lundi à deux journalistes japonais par la police chinoise. "La Chine avait promis que les journalistes pourraient travailler librement pendant la période menant aux Jeux olympiques et pendant leur durée, a souligné un porte-parole du département d'Etat. La détention et les coups infligés à deux journalistes japonais qui tentaient de faire un reportage sur l'attentat du 4 août à Kashgar contredisent l'esprit des engagements de la Chine."
Masami Kawakita, photographe du quotidien Tokyo Shimbun, et Shinji Katsuta, caméraman de Nippon News Network, ont été interpellés par des policiers paramilitaires lundi soir alors qu'ils tentaient de prendre des images de Kashgar, où a eu lieu un attentat, lundi matin, qui a tué 16 policiers, dans la région à majorité musulmane du Xinjiang. Emmené dans un bâtiment gouvernemental, Masami Kawakita dit avoir été plaqué au sol, le pied d'un policier maintenant sa tête contre terre, puis avoir aussi reçu des coups de pied. De son côté, Chine Nouvelle indique simplement que la police s'est "affrontée" aux journalistes nippons et que "l'antenne locale des affaires étrangères leur a présenté mardi des excuses". Des policiers ont par ailleurs fait irruption dans la chambre d'un photographe de l'AFP, le forçant à effacer les photos qu'il avait prises du site de l'attaque. Mardi, les journalistes en reportage à Kashgar étaient escortés par des policiers en civil."
JA
O Gato


terça-feira, agosto 05, 2008
Statue of Freedom

Na cúpula do Capitólio em Wasshington DC encontra-se uma estátua, da autoria do escultor Thomas Crawford, inaugurada em 1863.segunda-feira, agosto 04, 2008
O Arquipélago do Gulag na morte de Alexander Soljenitsine.

No ano de 1972 vivia em Bruxelles, Bélgica. Trabalhava numa livraria, a melhor e mais competente da capital belga: "LIBRIS",na Av. La Toison d'Or.Apareceu-nos, em fins de 1972, uma oportunidade de "negócio". Um livro, em russo, de Alexander Soljenitsine: "O Arquipélago do Gulag", publicado em Paris na YMCA, dirigida por um russo, amigo do escritor. Para espanto nosso vendemos centenas de exemplares. Ainda havia muitos russos, na época, fugidos à revolução bolchevista.
Essa edição tinha-nos chegado através dum movimento, os SAMIZDAT, hoje completamente ignorado e esquecido. Esse movimento "inorgânico" fazia chegar ao Ocidente escritos, denuncias, noticias da URSS, da outra que, um dia, o jornalista Carlos Fino quis mostrar e que o representante do PCP em Moscovo não autorizou.
Sabe-se a história posterior do jornalista e da URSS.
É impossível parar a marcha da história.
Há-de acontecer na China e na Cuba castrista. Mais cedo ou mais tarde...mas há-de acontecer.
Lembro-me de ter lido "Um dia na vida de Ivan Denisovich", saído em 1962 e já denunciando o Gulag. Lembro-me de ter gostado. Tenho também a sensação que os livros de Alexander Soljenitsine não marcarão a história da literatura russa, menos ainda a mundial, mas ficará na história como um dos homens que mais, impressivamente, denunciou as malfeitorias do comunismo russo e da máquina concentracionária, torcionária, de liquidação massiva dos adversários do regime e da prática da eugenia em direcção a certas nacionalidades, etnias e grupos sociais (militares, intelectuais, poetas, cientistas, linguistas, músicos...).
Isso ficamos, sem sombra de dúvidas, a dever a Alexander Soljenitsine.
José Albergaria
domingo, agosto 03, 2008
A China do século XXI...o feudalismo, a ditadura, a ausência de direitos humanos.
A Republica Popular da China transformou, com o Partido Comunista Chinês a liderar faz quase sessenta anos, a China continental numa das maiores potências emergentes, integrante consistente do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O poderio económico desta potência (ainda lhe falta o poderio militar e bélico) é, hoje, incomensurável.Ainda não disputa a liderança mundial aos USA, mas está a aproximar-se a passos largos.
Mas, e como estamos de direitos humanos?!...
Não há nomes para zurzir? Não se denuncia (como se faz com Kadhafi, Chavez, Fidel Castro, José Eduardo dos Santos, Mugabe...) em concreto o chefe do governo (?), o chefe do Partido Comunista (?), o Presidente da Assembleia Popular (?)
Mas, o espantoso, é que se trava uma luta deveras interessante, na actualidade na China, entre as forças de progresso (ouviram bem: é assim mesmo que os defensores das liberdades, dos direitos humanos se consideram e nomeiam!)e os senhores "feudais" saídos do império do meio - zelosos do pensamento único, das normas em favor dos apparachiks do Partido,e da criminalização dos "inimigos" do regime, dos não-comunistas.
Mas, em tempos de Internet, como lidam os dirigentes chineses com esta realidade? Como reagem à proximidade de Hong Kong e de Macau?!
Como se defendem dos internautas?! Na China, os internautas, os homens e mulheres progressistas, que lutam em favor dos Direitos Fundamentais do Homem (liberdade, liberdade de pensamento, de expressão, de associação e etc.)como estão a desenvencilhar-se da repressão? Muito dificilmente.
O Presidente da Assembleia Popular afirmou, sem lhe tremer a voz:" Nós temos leis para nos protegermos do mau uso da Internet." Assim mesmo, sem gaguejar.
Internautas, defensores dos direitos humanos deram a cara numa reportagem veemente que passou na nossa RTP2. E o que dizem eles? O Yahoo, o Google, a Microsoft e a Cisco, que têm negócios de ziliões de USD$ com o governo chinês, denuncia, dando as coordenadas dos internautas, facto esse que permite à policia do regime prendê-los (10 anos, 20 anos e mais penas...). A Yahoo e o Google são relapsos nessas práticas. A Cisco, por exemplo, vende tecnologia ultra sofisticada (que vende também ao governo dos USA) para que o governo chinês possa, por exemplo, construi uma muralha infonautica em torno de Hong Kong e Macau - não deixando circular conteúdos que consideram perigosos a partir de sites sedeados nestes territórios. Por exemplo, coloque-se no Google a palavra Tianamen: não aprece NADA, nenhum ficheiro é accionado por esta busca. Acreditam? Acreditem porque é mesmo verdade.
As pressões económicas do Governo chinês sobre as empresas multinacionais e mesmo nacionais, mais instaladas em Hong Kong produzem "maravilhas" de eficácia.
E o mundo continua a girar. Todos os dias se espezinham homens e mulheres progressistas, que querem, simplesmente: liberdade de imprensa, liberdade de expressão e de pensamento...Para o PC Chinês, financiador e amigo do PCP do SG Jerónimo de Sousa, são exigências dos "inimigos" do povo e de classe que só podem, e devem, ser destruídos, aprisionados e, em muitos casos, condenados à morte, com um tiro na nuca. As famílias dos "executados" têm de pagar a bala que foi utilizada na sentença de morte. Não acreditam? Pois, não acreditem porque no não acreditar é que está o ganho...e se podem fazer negócios de ziliões de USD$.
José Albergaria
sábado, agosto 02, 2008
A loucura de Churchill: o Iraque do século XXI.
Os USA, em fim de "festa" bushiana tentam "debalde" consolidar um "governo" autotocne no Iraque, que devastaram e fizeram regredir a tempos imemoriais.Um historiador inglês, Christopher Catherwood, num trabalho notável de clarividência e rigor histórico retrata a responsabilidade história de Churchill, hà época ministro das colónias e responsável pelo império britânico, na construção do Iraque moderno. Churchil, nos anos 20 do século passado, vai desenhar o Iraque e, nesse redesenho, lá vai encerrar o que se veio transformar numa tragédia inenarrável.
Churchill inventa uma monarquia, a Hachemita, obrigando os curdos sunitas, os árabes sunitas e os xiitas a viver sob o domínio dum único senhor, dum único governante.
Em 1958, perante a degradação da monarquia Hachemita, jovens oficiais, próceres do partido Baath provocam um golpe de estado e transformam a monarquia num regime dos mais sanguinários que se observaram nesta região. O regime liderado, até à invasão dos USA às ordens de Bush e do seu circulo restrito texano, por Saddam Hussein.
Este ditador, como sabemos, foi "julgado" por um tribunal iraquiano, condenado e executado pela forca. A sua execução foi gravada e quase transmitida em directo para todo o mundo.
Espera-se de Barack Obama, se ganhar as eleições em Novembro, que cumpra o que tem vindo a afirmar: a saída do Iraque.
O livro,A Loucura de Churchill, em Portugal foi editado pela Relógio D'Água, na colecção Argumentos.
A não perder.
JA
sexta-feira, agosto 01, 2008
O Mal.

quinta-feira, julho 31, 2008
Presidente da República demite-se...

Barack Obama: bendito abaixo-assinado.
We write to congratulate you on the tremendous achievements of your campaign for the presidency of the United States.Your candidacy has inspired a wave of political enthusiasm like nothing seen in this country for decades. In your speeches, you have sketched out a vision of a better future-in which the United States sheds its warlike stance around the globe and focuses on diplomacy abroad and greater equality and freedom for its citizens at home-that has thrilled voters across the political spectrum. Hundreds of thousands of young people have entered the political process for the first time, African-American voters have rallied behind you, and many of those alienated from politics-as-usual have been re-engaged.You stand today at the head of a movement that believes deeply in the change you have claimed as the mantle of your campaign. The millions who attend your rallies, donate to your campaign and visit your website are a powerful testament to this new movement's energy and passion.This movement is vital for two reasons: First, it will help assure your victory against John McCain in November. The long night of greed and military adventurism under the Bush Administration, which a McCain administration would continue, cannot be brought to an end a day too soon. An enthusiastic corps of volunteers and organizers will ensure that voters turn out to close the book on the Bush era on election day. Second, having helped bring you the White House, the support of this movement will make possible the changes that have been the platform of your campaign. "
Da corrupção...
quarta-feira, julho 30, 2008
Carlos Oliveira...uma vez mais.


