sábado, agosto 16, 2008

Obama e Hilary de acordo: em Denver, os delegados de Clinton poderão votar na senadora.

Em Denver, na Convenção dos Democratas o senador Barak Obama esteve de acordo com Hilary Clinton para que o nome da senadora de Nova York figurasse nos boletins de voto. Assim, segundo o diário espanhol El Pais, estará garantida a unidade dos democratas para enfrentar o senador republicano Mc Cain em Novembro.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/Clinton/tendra/papel/estelar/junto/Obama/Convencion/Democrata/elpepuint/20080816elpepiint_8/Tes
As possibilidades dos democratas aumentam.
Entretanto TODOS, ou quase todos, os analistas americanos sustentam que a campanha de Barak Obama na Internet está a somar pontos contra a do senador Mc Cain. Este utiliza a net de modo passivo: publica a sua agenda diária de campanha e responde aos sites e blogs do adversário.
Aquele, o senador democrata, usa a net de modo pro activo, com sites e blogs atractivos, recrutando voluntários e apoiantes, recolhendo contribuições financeiras,nomeadamente, por esta via. O que pode querer, também, dizer: votantes!
Há já quem pretenda comparar o "modus operandi" de um e outro senador - com o confronto televisivo ente Kennedy e Nixon - que, como sabemos, foi favorável ao democrata.
Em Novembro logo se verá. Neste interime fica a subjectividade das análises e considerações.
JA

sexta-feira, agosto 15, 2008

Rafael Nadal: o tenista do povo e o melhor do mundo!


Hoje,nas meias-finais de Ténis, singulares, homens, em Beijing, Rafa Nadal, o meu tenista de eleição e admiração, derrotou, valentemente, o sérvio Djokovic.
Este feito valeu-lhe uma presença na final, que se disputa no próximo domingo.
Vai defrontar o chileno González que derrotou o americano James Blake, carrasco de Federer nos 1/4 de final, num encontro épico que durou mais de três horas e que terminou com o resultado de 11-9.
O jogo de Nadal, sem impressionar, jogado em condições climatéricas rudes (24 Cº e 80% de humidade) desgastado fisicamente (tinha jogado até à 1,00h de hoje os 1/4 de final) foi suficiente para bater o sérvio por 6-4,1-6 e 6-4.
Agora, toda a sorte do mundo para o melhor tenista mundial do momento e com o ténis mais consistente e vibrante dos últimos anos.
JA

Da teoria da "relatividade" das coisas, das culturas, das tradições, dos sistemas, das civilizações.

Sente-se, nos últimos dias , perante o "massacre" televisivo em torno das várias provas, eventos, noticias, incidentes dos e nos XIX Jogos Olímpicos, em Beijing um "afrouxar" nas criticas ao sistema, ao governo e à organização política praticada sob o controlo do Partido Comunista na China.

Isto deve ser levado a crédito dos organizadores do evento, que, com mérito, têm conseguido amaciar a opinião pública e ainda a publicada (veja-se o que ocorre na nossa blogoesfera), tanto em Portugal como no mundo.

Ele há mesmo postes que pretendem "relativizar" as coisas. Citam-se iniciativas de cidadãos chineses "não controladas" pelos comunistas no poder; associações de artesãos, reunidos em cooperativas; declarações de artistas que "fogem", "desviam" das normas marxistas...

Ele há mesmo quem, citando artigos de terceiros nos forneça informações sobre a economia chinesa e o seu comportamento "relativo" à dos USA. Ele há mesmo quem invoque o direito à diferença! Outros falam-nos da cultura multisecular dos chineses e blá, blá, blá, blá!...

Como é Agosto e o Verão nos convoca à preguiça, não vou nomear ninguém, nem nenhum blog, por que não me apetece entrar em polémica...só por isso.

Mas deixo-vos aqui um link, artesanal, porque ainda não aprendi a encriptar, que diz, preto no branco, em qualquer civilização, em qualquer país, em qualquer sistema político se deve praticar os direitos humanos e que são UNIVERSAIS, não podendo ser condicionados por nenhuns outros valores/direitos: culturais, tradicionais, religiosos, ideológicos e/ou mesmo civilizacionais.

http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh.html

Leiam, ou releiam, esta Carta Universal dos Direitos Humanos, aprovada à saída da segunda guerra mundial pela Assembleia Geral das Nações Unidas e perceber-se-á o meu ponto de vista.

Quando se trata destes direitos, dos HUMANOS, não há lugar para a RELATIVIZAÇÃO! Não se pode MATAR em nome do ESTADO; não se pode prender sem culpa formada e sem a possibilidade de defesa; não se pode ser preso por delito de opinião; não se pode impedir o exercício do direito de associação; a Liberdade e as Liberdades devem estar inscritas em qualquer Constituição e de qualquer país: politica, religiosa, cultural, sindical. O direito à revolta e à manifestação são, estes também, UNIVERSAIS!

Onde é que os "relativistas" encontram justificação para os comunistas chineses violarem. constantemente, estes direitos fundamentais e humanos?

Em lado nenhum!

José Albergaria

quinta-feira, agosto 14, 2008

É Agosto. Os russos invadiram a Georgia. Beijing está a perder protagonismo noticioso!

As Nações Unidas realizaram, faz tempos, um enorme inquérito à escala internacional em torno duma só questão: Pode,se faz favor, dar-me a sua opinião sincera sobre as medidas a adoptar de modo a pôr fim à penúria de alimentos no resto do mundo?

O inquérito saldou-se por um rotundo fracasso.

Porquê?

Em África ignorava-se a palavra "alimento"; na Índia não se conhece o sentido da palavra "sincera"; na Europa não se percebe o sentido da palavra "penúria"; na China ignora-se o sentido da palavra "opinião"; no Médio-Oriente não se percebe o alcance da palavra "solução";na América do Sul não se utiliza, nem se percebe o sentido das palavras "se faz favor"; nos Estados Unidos ninguém sabe o que significa "resto do mundo".


Pois.

Isto é uma anedota e porque é Verão, e é Agosto, e estamos de férias.

Mas, como diz Pierre Assouline, que colocou esta "blague" no seu blog: "N’empêche : la blague est censée illustrer, à l’ère de la communication immédiate, permanente et transfrontalière, la difficulté à se parler entre des gens aux moeurs locales et aux mentalités séculaires profondément enracinées. "


De anedota em anedota até á verdade final!


Pierre Assouline/ nascido em Casablanca/Marrocos/Jornalista "Le Monde"/Critico literário




JA

"O Pó dos Impérios".











Os impérios afirmam-se, emergem, constituem-se, atingem o clímax quando combinam poderio económico, liderança tecnológica e supremacia militar.
Aconteceu assim com Roma, com Portugal e Espanha, com a Holanda e, num período largo, com a Inglaterra - desde os finais do século XVI até aos meados do século XX.
O império de Napoleão Bonaparte é outra coisa, singular, quase um epifenómeno, mas, ainda assim, Império!
Depois da segunda guerra mundial, os USA lideraram, a par com a URSS, num equilíbrio de terror nuclear, com uma coexistência "pacifica", com geografias de influência bem definidas.
Depois de 1986, com a implosão, a ocidente, do império eslavo - temos uma única potência imperial: os USA.
Hoje, o que está a acontecer?
Temos os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), aos quais se pode, na África austral, acrescentar a África do Sul, designadas por potências emergentes, a firmarem-se economicamente.
Veja-se o poderio produtivo, comercial e de mercado da China. A operação marqueteira em que se transformaram os XIX Jogos Olímpicos de Beijing aí estão para demonstrar a vontade férrea dos dirigentes chineses em mostrarem ao mundo o seu PODER ECONÓMICO.
Os USA enredaram-se em guerras ineficientes (Iraque e Afeganistão...), descobriram a guarda na América Latina, estão a perder, claramente, no extremo oriente e, actualmente, estão a ser desafiados no Cáucaso pela potência emergente, a Rússia, a única que pode "disputar" a liderança militar ao velho Leão estadounidense, ferido, a perder na economia, no sistema financeiro mundial e na liderança política.
Os dados ainda não estão todos lançados, mas que se sente, nos USA, o fim de festa, o encerrar do "império" - lá isso sente-se...
Quem virá disputar, seriamente, a liderança? Quem será a próxima potência imperial? Ou serão mais que uma, partilhando, ao modo do século XV/XVI, o mundo?
Sente-se, hoje com muita força, como o afirmou Charles de Gaulle, quando a França estava a apanhar pancada na Indochina, na Argélia e na África ocidental, ali pela década de 60 do século XX, " O PÓ DOS IMPÉRIOS"!
Isto é bom para o mundo? Não faço nem um pouco de ideia.
Contudo, o que sei é que a HISTÓRIA, tal rio caudaloso, corre sempre de montante para jusante, da nascente para a foz e, de modo geral, desagua no MAR imenso do nosso futuro, que, ao modo dos poetas, desejo que seja futurável para a humana Humanidade!
José Albergaria

quarta-feira, agosto 13, 2008

O Dalai Lama, lider do povo tibetano denuncia...

Em encontro com senadores franceses o líder espiritual do Tibete, ocupado militarmente pelos marxistas chineses, denunciou em Paris que o regime controlado pelos comunistas de Beijing não estão a respeitar, como se tinham comprometido, a trégua olímpica.

Veja AQUI http://www.elpais.com/articulo/internacional/Dalai/Lama/acusa/China/respetar/tregua/olimpica/elpepuint/20080813elpepuint_8/Tes. E ele há quem sustente que se trava uma campanha anti-chinesa, de contornos "xenófobos"!...

As autoridades chinesas encarregam-se, TODOS os dias de "os" ajudar!

JA

Para os chineses não há limites!

A Frente Nacional de Jean Marie le Pen, em França, entrou em colapso politico, moral e, sobretudo financeiro. Veja aqui http://www.liberation.fr/actualite/politiques/344800.FR.php o negócio que uma Universidade de Shagain efectuou (assinou já um contrato de promessa compra e venda...) com o FN para adquirirem a Sede desta formação política de extrema direita, situada em St. Cloud, perto de Paris,

Os chineses sempre foram bons negociantes. Agora, quase senhores do mundo...as perfomances estão a melhorar e, num mundo globalizado, já nem fronteiras ideológicas os travam!

Que viva Marx, que viva Lenine, que viva Mao Zé Dong e, neste caso, que não morra Jean Marie Le Pen!

JA

Que faria a Fenprof?

Le Monde publica uma reportagem do julgamento dum professor que foi condenado a pagar 500,00€ a um aluno que tinha brutalizado. Houve quem considerasse a sentença benévola. http://www.lemonde.fr/societe/article/2008/08/13/500-euros-d-amendes-pour-le-professeur-qui-avait-gifle-un-eleve_1083336_3224.html. Se tivesse ocorrido em Portugal, tal incidente e tal desfecho, o que diria a inenarrável FENPROF, sempre na defesa da escola Pública e da tribo dos professores.

JA

Certeiro...como quase sempre.

Pode encontrar aqui um texto de João Tunes a pretexto da possibilidade de obtermos, os nossos atletas, algumas medalhas:http://agualisa6.blogs.sapo.pt/1259217.html. nos Jogos Olímpicos de Beijing.

O que é interessante notar ainda neste poste (não sei se foi inadvertidamente que o fez...): a invocação de Alá! (oxalá: assim Alá o queira!).

Esta miscigenação...neste tão pequenino rectângulo...é no que dá.

Zé Albergaria

terça-feira, agosto 12, 2008

Afinal, até na cerimónia de abertura de Beijing 2008...havia truques!

O matutino Le Monde vem esclarecer que, afinal, a cerimónia de abertura dos XIX Jogos Olimpicos da Era Moderna em Beijing 2008, tiveram truques e ilusões...
Reproduz-se, integralmente e em francês o artigo do jornal Le Monde, assaz elucidativo:


"La cérémonie d'ouverture comportait des images truquées
LEMONDE 12.08.08

Impressionnante, la cérémonie d'ouverture des Jeux olympiques de Pékin l'était de l'avis de tous. Le grand secret qui entourait les préparations et les répétitions n'étant plus de mise, certains détails sur ce spectacle largement suivi vendredi commençaient à sortir, mardi 12 août, confirmant que le comité d'organisation chinois n'avait rien laissé au hasard.

C'est d'abord le directeur musical du spectacle qui a reconnu que la fillette chinoise qui a chanté lors de la cérémonie l'avait fait en playback, la vraie interprète ayant été remplacée pour des raisons esthétiques. C'est ensuite les organisateurs qui ont concédé mardi que le programme télévisé de la cérémonie d'ouverture comportait des images truquées et prémontées de feux d'artifice. Notamment celles de la spectaculaire scène d'introduction, dans laquelle des empreintes géantes de pieds s'inscrivaient dans le ciel, traversant Pékin vers le stade olympique. Les empreintes tracées par les fusées étaient censées être filmées en direct depuis un hélicoptère, mais "il se peut que des images de pieds précédemment tournées aient été utilisées en raison de la mauvaise visibilité", a précisé Wang Wei, le vice-président du Comité d'organisation des Jeux.

Selon le journal Beijing Times, les images ont été montées de façon artificielle grâce àu coûteux travail d'une société informatique spécialisée. Cette entreprise, Crystal fireworks, serait parvenue à simuler les mouvements de l'hélicoptère et à créer un faux flou censé être causé par le brouillard. "

E esta, hen?! Cá temos a escola das aldeias Potemkine na actualidade de Beijing!


JA

Vanessa Fernandes: uma campeã!

Hoje, pela manhã, no Radio Clube Português gostei, gostei mesmo muito, de ouvir a atleta (como dizia o locutor: a triatleta!)Vanessa Fernandes.

O jornalista perguntava-lhe "o que ela desejava para a prova olimpica". Vanessa respondia-lhe: " Já vou pensando na prova. O stress ainda não chegou, mas já penso na prova. O que posso prometer? A única coisa que sei que vou fazer é:sair a matar e chegar ao final a morrer!"

Esta é a promessa duma campeã.

Parabéns e, também, muita sorte, Vanessa Fernandes!

José Albergaria



segunda-feira, agosto 11, 2008

As aldeias Potemkine e o embuste de Beijing 2008


Os embustes, as encenações, as grandes e as pequenas, atravessam a História e a história dos povos.

Pedro o Grande e Catarina I mudaram a face da Rússia. Construíram, entre outras coisas a que viria a ser Petrogrado. Fizeram-no como tão bem denunciaram os socialistas revolucionários russos dos promórdios do século XX - com suor e muito sangue!


A herdeira deste trono, a notável Catarina II, a czarina, calhou-lhe em sorte um marido louco.

Teve pois que reconhecer como seu "homem" de confiança o arguto e inteligente primeiro-ministro Potemkine.

Este astuto homem de estado, para dar à czarina a ideia duma Rússia moderna, com uma agricultura avançada, preparava as viagens de comboio para Catarina II, decorando de véspera, as "frentes" dos campos junto á ferrovia com cenários de madeira e cor...Ficaram então, estas aldeias, a serem conhecidas como as aldeias Potemkine!

Leni Rienfenstahl ao tempo de Hitler criou, com a genialidade e o bem fazer que hoje se lhe reconhece, um Povo, um Partido, uma Nação que não existiam, mas que as suas imagens transfiguraram!

O realizador chinês Zhang Yimou não fez tanto quanto Rienfenstahl com a sua "cenografia" e as imagens que produziu para a Abertura de Beijing 2008, mas fez parecido: "escondeu" a verdadeira China contemporânea.

O que me espanta (ainda me surpreendo...), em Portugal, é as "perplexidades" hipócritas e puritanas do PCP e de alguns intelectuais orgânicos desse partido.

Faz tempos, de modo militante, consistente e severo, na teoria e na praxis, zurziam os marxistas portugueses do PCP, em dois desvios "letais" (afirmavam aqueles) para o Movimento Comunista Internacional: o "euro comunismo" de Berlinguer, de Carilho e de Marchais e o cisma chinês, não só o de Mao Ze Dong e do Grupo dos Quatro, ruralista, anti ocidente e anti tradições milenares, mas também contra os seus sucessores liderados por Deng.

Que eu saiba, aparentemente, NADA mudou na ideologia do PCP e, menos ainda, na dos comunistas chineses: continuam na via de Deng, aprofundando-a!

Então porque, pessoas cultas, eruditas, bem informadas, fazem "tábua rasa" do que escreveram, pensaram e sustentaram durante decénios contra os "divisionistas", os "revisionistas" chineses ao tempo de Kruchov, Brejenev, Andropov e, mesmo ainda, nos primórdios de Gorbachov? Que lutas tremendas se travaram na América latina, na África e um pouco na Europa - entre pró-soviéticos e pró-chineses?! Foram feitas por nada? Contra nada? Foram travadas há muito tempo? Não:há menos de 30 anos!

Uma coisa é a estética, a beleza dum acto, que vale de per si...mas para os cultores da beleza. Agora, para quem sempre defendeu a utilidade social da Arte...é de espantar que se fiquem por aí - perante a abertura dos Jogos de Beijing 2008!

Então os XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna, a beleza do Acto Inaugural, a qualidade ímpar dos estádios, dos pavilhões, das pistas. do merchandizing, da organização, podem esconder o quotidiano da China e dos chineses? Podem esconder o social?!...Podem esconder o real? O marxista, claramente, dirá que NÃO!

Então, num passe de magia (ao modo das aldeias Potemkine) a China tornou-se numa sociedade moderna, progressiva, plural, democrata, livre, tolerante,como a mais prestigiada das democracias mundiais? E a pena de morte - decretada pelo mais tonto dos burocratas do PCC? E a prisão dum anónimo cidadão? E o trabalho "escravo"? E a poluição criminosa das indústrias? E o dumping social, com os ridiculos preços do trabalho assalariado? E o horário de trabalho? E as liberdades fundamentais? E os direitos humanos? E a feroz luta contra os internautas?...

Embuste, fábula, encenação, crime, igonominia, hipocrisia...é o mínimo que se pode dizer sobre o que se vai lendo e ouvindo.

Em abono da verdade deve dizer-se o que é.

Com a implosão da URSS e do seu império, o que ficou?

Na América latina quedou-se Cuba e, agora, umas experiências pouco ortodoxas (Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Chile, Argentina e Brasil...) que provocam desconfianças ao PCP. Na África?!...sobra pouca coisa. Ele há, recentemente, uma aproximação ao MPLA e a Angola.

Pois, então o que sobra? O extremo-oriente, liderado pela gigantesca China! Reparem que é nesta zona que se sente ainda a presença de Marx, Lenine, Estaline e etc: Laos, Cambodja, Coreia do Norte, Vietname e China!!!!

Pragmático, como sempre o foi, o PCP esquece "pequenas" querelas - para se "lançar" nos braços do partido irmão: o Partido Comunista da China!

Nem mais.

Isto vale TUDO!Isto vale bem um MISSA! Até duas, camaradas!

José Albergaria

PS - As fotografias: 1/ Leni Rienfensthal; 2/Zhang Yimou.

sábado, agosto 09, 2008

Troco Istambul por Beijing.




O El País de hoje publica um interressantíssimo artigo sobre a Turquia de
"NEDIM GÜRSEL
Estambul, 'mon amour'

Estambul será capital cultural de Europa en 2010, lo cual podría parecer paradójico para la capital de los sultanes otomanos, pero también para la ciudad de Pierre Loti, el cantor de Estambul, que proyectó sus propios fantasmas sobre una Turquía que él deseaba oriental. Estambul hizo soñar tanto a los europeos a finales del siglo XIX, como la Puerta de Oriente o la Sublime Puerta -nombres que se le daban en la época-, que hoy nos resulta difícil concebirla fuera de su mito. Sin embargo, a caballo entre los dos continentes y las dos orillas del Bósforo, esta megalópolis de casi 15 millones de habitantes, que no deja de extenderse y desarrollarse y ha sido golpeada de nuevo en los atentados de julio, reclama su lugar entre las ciudades europeas
La UE y Turquía se aman y, a la vez, se rechazan y se desgarran. Es una relación pasional Europa acaba de integrar a Bulgaria y Rumania, dos países cuya historia ha estado unida a la turca-
Cómo evocar en unas cuantas palabras mi ciudad bien amada, que me ha seguido por todas partes y cuyo recuerdo está grabado para siempre, como un hierro al rojo vivo, en mi memoria. Estambul, que se llamó también Lygos, Bizancio, la Nueva Roma, la Puerta de la Felicidad, la Mansión del Califato, la Sublime Puerta, "viuda aún virgen tras mil esponsales" según Tevfik Fikret -un poeta airado turco de principios del siglo XX-, la ciudad por excelencia que no he dejado de cantar en mis libros. En París, al despertarme de un sueño, a la luz de mi lámpara que caía sobre las hojas en blanco, o en otros lugares, durante mis interminables viajes por todo el mundo, me he encontrado a menudo con Estambul. No era un recuerdo punzante que me rondaba, ni un pesar, sino una ciudad real en la que había "destruido mi vida", como dice Kavafis, el poeta griego de Alejandría cuya familia procedía de la ciudad turca: "Lugares nuevos / no encontrarás, / ni otros mares; / la ciudad te seguirá". Y la ciudad me siguió. Ahora que tengo otra vez la posibilidad de volver a ella tras años de exilio, rozar sus tres mares y los remolinos del Cuerno de Oro, acariciar sus torres, sus cúpulas, sus minaretes, frotar mi rostro contra sus murallas, sus muros ennegrecidos, besar las dos orillas del Bósforo en forma de labios entreabiertos, escalar sus colinas y sus torreones, descansar a la sombra de sus plátanos tras todos esos retozos amorosos, ahora que puedo poseerla y penetrarla otra vez tras una ausencia tan larga, ¿qué puedo decir de ella sino el deseo insatisfecho que siento por esa "viuda aún virgen tras mil esponsales"?
Es curioso que esta metáfora adquiera todo su sentido en otro escritor, francés por añadidura, que no canta como Pierre Loti a la ciudad oriental, sino que la describe como una cantante "cubierta de gloria": "He aquí, pues, esta ciudad, con la que soñaba a los 19 años a través de los numerosos escritores franceses, con Nerval a la cabeza, que la describen. He aquí, pues, a esta vieja cantante cubierta de gloria y joyas, a la que veo desde mi ventana. Otra más que se niega a que le hablen de su edad y su pasado. Es totalmente joven. Ha cambiado de nombre. Está empezando".
En efecto, Estambul está hoy empezando en su traje nuevo de estrella europea. Y la metáfora de la "vieja cantante", también es apropiada para la Europa que se va construyendo ("llenándose de aire e hinchándose", debería decir) mientras se amplía. Tal vez sea todavía virgen tras mil esponsales y se prepare, con Turquía, para el milésimo primero. Pero las cosas no son como en los cuentos de Las mil y una noches, y las dos partes (la Unión Europea con sus 27 Estados miembros, de un lado, y del otro Turquía, con sus defectos y sus cualidades) se aman y, al mismo tiempo, se rechazan y se desgarran. No se trata de galanterías, sino de una verdadera relación pasional cuyo final es aún incierto.
Para regresar a la ciudad, diré que yo también, como Jean Cocteau, la he contemplado a menudo desde mi ventana y me he sentido deslumbrado por su famosa silueta de minaretes y cúpulas de color ceniza. Sin embargo, cuando llegué de Anatolia a los 12 años para estudiar en el instituto de Galatasaray, no vi esa silueta, el perfil de cúpulas y minaretes sobre el horizonte que hizo decir a Jean Thévenot que "era la situación más bella del mundo" y que Chateaubriand, Lamartine, Nerval y Gautier ya describieron antes que Loti. Lo que yo vi, mientras el barco se acercaba al puerto, fue una masa oscura en la bruma que adoptaba la forma de un monstruo surgido de la mar. Entonces cerré los ojos para no ver el rostro inmenso de aquella bestia de colmillos acerados ni el resplandor de las temibles llamas que salían de su gaznate. Luego, la ciudad me engulló durante mis años de adolescencia, de los que hablé largo y tendido en una novela, La Première femme, para cuya edición española escribió un prefacio mi amigo Juan Goytisolo.
Pasaron los años. Y antes de escribir Le roman du conquérant, yo no sabía nada sobre las peripecias de la caída de Constantinopla ni los incontables combates que hubo que librar para que la ciudad se rindiera. Ignoraba que, a principios de siglo, el temible cañón fundido por Orban fue arrastrado con gran esfuerzo por 50 pares de bueyes y 400 artilleros hasta la puerta de Kaligaria, y allí estalló, volatilizando a quienes se encontraban alrededor, después de haber lanzado varios disparos que abrieron profundas brechas en las murallas.
Tampoco había oído hablar de las noches desesperadas de Mehmet II, de sus pesadillas -¡sí, sus pesadillas!-, de la tenacidad de Zaganos Pachá, que permitió la prolongación del asedio, del diluvio de flechas, balas y piedras que se abatió sobre el ejército otomano, de los cadáveres de los jenízaros amontonados en los fosos al pie de las murallas. ¡Cómo podía saber algo acerca de la enorme cadena de varias toneladas que los sitiados tendieron entre las dos orillas del Cuerno de Oro, a la altura de Galata, para rechazar a la flota otomana, ni el apoyo que dieron a Bizancio genoveses y venecianos, ni el misterioso fuego griego que incendiaba hasta las olas!
Sólo años después, lejos de Estambul, pude por fin conocer la historia de mi ciudad, gracias a los libros que devoré en la biblioteca de la Sorbona, y escribir esa novela. Y si hablo hoy de su conquista, de su historia reciente en relación con el reino milenario de Bizancio, es para denunciar ese mito fundador que todavía revindican algunos nacionalistas.
Éstos, frente al rechazo de Turquía por parte de la mayoría de los europeos, son por desgracia cada vez más numerosos. Estambul será pronto la capital cultural de Europa, y sería una paradoja, incluso una incongruencia, prepararse para la ocasión en un espíritu de conquista y orgullo nacional.
¿Qué sería hoy de Europa sin Estambul, cuando acaba de integrar a Bulgaria y Rumania, dos países cuyo destino ha estado tanto tiempo unido al de Turquía? Convertida en la ciudad más poblada del continente, construida en la encrucijada de dos mares y dos civilizaciones, a caballo entre Oriente y Occidente, la antigua capital de los sultanes sigue atrayendo, como en la época gloriosa del imperio otomano, a las poblaciones de los países vecinos, mientras otras ciudades europeas pierden habitantes y resultan aburridas en comparación. Después de haber visitado todas las capitales europeas, entre ellas, las de los países bálticos, no puedo dejar de pensar en el futuro de una Europa que deje a Estambul fuera de sus fronteras. Eso significaría rechazar una parte importante de su patrimonio histórico y cultural. Sin esta megalópolis efervescente que no deja de desarrollarse y europeizarse y, al mismo tiempo, conserva el legado de su pasado imperial, la vida ciudadana sería muy triste en una Europa envejecida."

Nedim Gürsel es escritor turco y director de investigaciones en el Centro Nacional de Investigaciones Científicas"

JA
PS - As fotos: 1/ A Mesquita Azul e Mustafa Kemal Ataturk, fundador do estado laico turco moderno.

sexta-feira, agosto 08, 2008

O inspector Fontinha.

Durante anos a fio o inspector Fontinha, da segurança social, deambulou pelas praças, marginais, passeios alegres, guerra junqueiro, pereiró, gomes da costa, ribeira e outros requebros, e ainda nuns quantos quebrantos da "luminosa" urbe que deu nome à pátria, nossa, bem amada.
Estou a falar dum dos poetas mais luminosos da nossa contemporaneidade, enrolado em mantas, cerzido por uma imensidão de gatos e, daí não sendo, dos que mais amou o Porto.
Provavelmente, um dos maiores poetas do "Porto" e de sempre: Eugénio de Andrade, assim se crismou, nomeando-se, o poeta de Branco no Branco.
Em jeito de "amizade" recentérrima, aqui deixo, palavras breves, tomadas de empréstimo ao poeta, para a minha companheira de bloganços, a maria do sol, do Branco no Branco:
"Sê paciente
espera que a palavra amadureça
e se desprenda, como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade".
JA

William Blake: poeta, gravador, tradutor, mistico.












William Blake nasceu em Londres em 1757, onde viveu toda a sua vida. Morre em 1827.Com dez anos foi enviado para a escola aprender desenho e, aos quatorze anos, tornou-se aprendiz do famoso gravador James Basire. Dois anos depois, Blake começou a estudar e desenhar as igrejas de Londres, particularmente Abadia de Westminster cuja estilo gótico grandioso o impressionava e fascinava.
William Blake foi o primeiro dos grandes poetas românticos ingleses, pintor, impressor, e um dos maiores gravadores da história inglesa.


William Blake como dedicava-se à poesia desde os onze anos.Os seus primeiros poemas impressos, em 1792, de " Poetical Sketches ".
Estes poemas denotam já um génio maior e um prodígio. A métrica empregue por ele é versilibrista, poema em branco,muito ao gosto da época.

A partir de 1784, Blake começa, ele próprio a publicar vários de seus poemas: Song of Innocence" e " The Book of Thel " que foi seguido por "
The Marriage of Heaven and Hell ".
Duma carta ao reverendo Trusler, com quem correspondeu, datada de 16 de Agosto de 1799, veja-se este quase Progama:
"Sinto que um Homem pode ser feliz Neste Mundo. E sei que Este Mundo É um Mundo de imaginação & Visão. Vejo tudo o que pinto Neste Mundo, mas nem Toda a gente vê da mesma maneira. Aos Olhos do Avarento, um Guinéu é mais belo do que o Sol, & uma bolsa gasta pelo uso do Dinheiro tem proporções mais belas do que uma Videira carregada de Uvas. A árvora, que comove alguns até às lágrimas de alegria, é aos Olhos de outros uma Coisa verde no meio do caminho. Alguns Vêem na Natureza apenas Ridículo & Deformidades, & não é por estes que eu regulo as minhas proporções; & Outros Nem sequer vêem a natureza. Mas aos Olhos do Homem de Imaginação,a Natureza é a própria Imaginação. Tal como o homem é, Assim ele Vê.Tal como é formado o Olho, assim são os seus poderes. Estais por certo Enganado quando dizeis que as Visões da Fantasia não se encontram Neste Mundo."
Falava com anjos nas árvores e uma vez foi encontrado no jardim com sua mulher, ambos nus, fantasiados de Adão e Eva.
Aos 67 anos William Blake começou os desenhos para o " Inferno " da Divina Comédia de Dante, e nele se empenhou de tal modo que aprendeu o italiano para aprofundar melhor o conhecimento do universo de Dante: trabalhou nestes desenhos até ao fim dos seus dias.

JA



Hoje há Jogos Olimpicos em Beijing.

Logo, pelas 8 horas da noite, em Beijing, aos 8 minutos, no dia 8 de Agosto, oitavo mês do ano de 2008 dar-se-á inicio às cerimónias de Abertura dos XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Do número 8, na China, já falámos.

Se se cumprisse a tradição Helénica, as guerras, todas ELAS, seriam suspensas, as guerreias e as ofensas bélicas seriam, durante a duração dos Jogos, abolidas.

Mas, para mal da humana condição, a tradição - já não é o que foi!

Saudemos os atletas que, honradamente, sem estratagemas, químicos ou outros, se vão defrontar brava e estoicamente.

Para eles, e só para ELES, os maiores dos sucessos!

José Albergaria

quinta-feira, agosto 07, 2008

Cesário Verde: "troca-tintas".


José Joaquim Cesário Verde nasceu em 25 de Fevereiro de 1855. Morreu tuberculoso ainda o século não findara. Foi amanuense numa casa de ferragens de seu pai e produtor de legumes frutas numa quinta em Linda -a -Pastora. Morreu no Paço do Lumiar.

É, hoje, considerado o mais importante e revolucionário poeta da sua geração, que faz a ruptura do romantismo para o Modernismo.

É Fernando Pessoa que assim o reconhece e que se assume como herdeiro e prócere de Cesário.

Em vida desejou o sucesso e dele foi afastado. Tentou publicar-se e ainda o conseguiu nalguns jornais, mas foi maltratado por poetas, estetas e, sobretudo, por jornalistas.

Conta-se mesmo, que um desses desbocados, inimputáveis escribas, se terá cruzado com o poeta e arremessou-lhe: " Ali vai Cesário azul!". O poeta, introspectivo, deixou sossegar a desfeita e, quando se cruzou com o escriba, ter-lhe-á retorquido: "Adeus ó troca-tintas!".


De Cesário ficou o que o poeta nos legou, que sendo pouco é do mais importante que se encontra na nossa poesia contemporânea.

Veja-se como discorre o nosso Walt Witman:

"Bem sei que preparais correctamente
O aço e a seda, as lâminas e o estofo:
Tudo o que há de mais dúctil, de mais fofo,
Tudo o que há de mais rijo e resistente!

Mas isso tudo é falso, é maquinal,
Sem vida, como círculo ou um quadrado,
Com essa perfeição do fabricado,
Sem o ritmo do vivo e do real!

Uma aldeia daqui é mais feliz,
Londres sombria em que cintila e corte!...
Mesmo que tu, que vives a compor-te,
Grande seio arquejante de Paris!..."

Leiam Cesário e vejam como a sua poesia, amadurecendo, reverdece a cada passagem, a cada leitura.

JA

quarta-feira, agosto 06, 2008

Os Jogos Olimpicos da Era Moderna na China Contemporânea

Os marxistas do PC Chinês continuam devotos das tradições milenares da China.

Sabe-se que cultuam a numerologia.

Para os chineses o 8 é o número de "oiro", o que transporta em si todas as benesses do mundo.

Em que data se vai realizar a abertura dos jogos olímpicos? No dia 8, do mês 8 e do ano...2008 e, provavelmente, iniciar-se-á às 8,00horas!

Mas nem só destas singularidades vivem os Jogos Olimpicos de Beijing.

Veja-se o interessante artigo que o matutino parisiense Le Monde publica hoje. Vai sem tradução, por preguiça minha, mas para desenferrujar o francês de quem não o pratica há muito tempo.


"Pékin sous tension, deux jours avant les Jeux
Valérie Niquet : "Les Jeux pour symboliser l'ouverture de la Chine"

A deux jours de l'ouverture des Jeux olympiques, la tension sécuritaire est montée d'un cran en Chine. Mercredi 6 août, les autorités ont arrêté quatre étrangers, qui défiaient le pouvoir en appelant à un "Tibet libre" devant le stade national, alors que la flamme olympique rentrait à Pékin. Selon l'agence officielle Chine Nouvelle, deux Britanniques et deux Américains ont été interpellés par la police, douze minutes après avoir déployé une première banderole près du "nid d'oiseau". Mais selon le groupe Students for a free Tibet, les militants – trois hommes et une femme – sont restés près d'une heure et demie à côté du stade.

"Nous avons mené cette action pour souligner l'utilisation de ces JO par les autorités chinoises comme outil de propagande", a expliqué Iain Thom, un Ecossais de 24 ans. Les quatre manifestants sont entrés en Chine avec des visas de touristes, a indiqué la police à Chine Nouvelle. Selon
Students for a free Tibet, les quatre militants ont déployé trois banderoles, deux en anglais et une en chinois. "On ne risque pas de les revoir de sitôt", a commenté la directrice de l'ONG, Lhadon Tethong, précisant que cette action, "vigoureusement condamnée" par le comité d'organisation des Jeux, était préparée "de longue date".
UN MÉDAILLÉ DES JEUX D'HIVER PRIVÉ DE VISA
Les autorités chinoises ont déployé d'importants moyens de sécurité autour des sites olympiques, invoquant la menace terroriste. Mais pour certains militants des droits de l'homme, ces mesures visent avant tout à empêcher toute manifestation qui pourrait ternir l'organisation des Jeux. Outre la question du Tibet, Pékin craint que soit remise en cause son engagement au Darfour (Soudan). Mercredi, l'Américain Joey Cheek, médaillé d'or de patinage de vitesse en 2006 et militant de la cause du Darfour, a eu son visa pour la Chine révoqué. "En dépit du fait que j'ai toujours parlé de manière positive de l'idéal olympique et jamais appelé à un boycott ou demandé à un athlète d'enfreindre une règle du CIO, mon visa a été révoqué moins de 24 heures avant mon départ", a déclaré M. Cheek, l'un des co-fondateurs de Team Darfur. Le responsable de l'ambassade de Chine à Washington, qui a prévenu M. Cheek de cette décision, lui a indiqué qu'il n'était "pas tenu d'avancer une raison" pour la révocation de son visa.
Joey Cheek devait se rendre à Pékin pour soutenir plus de 70 athlètes en compétition qui se sont engagés à attirer l'attention pendant les Jeux sur les violences au Darfour et sur le rôle que pourrait jouer la Chine et la communauté internationale pour y mettre fin. "Je suis attristé de ne pas pouvoir assister aux Jeux (...) Le refus de mon visa s'inscrit dans un effort systématique du gouvernement chinois pour contraindre et menacer les athlètes qui s'expriment au nom des populations innocentes au Darfour". Washington a officiellement protesté.
RAPPEL À L'ORDRE
Face au durcissement de ces mesures de sécurité, les partenaires de la Chine haussent le ton. Les Etats-Unis ont ainsi rappelé mardi à la Chine les engagements qu'elle avait pris en se portant candidate à l'organisation des JO, après les brutalités infligées lundi à deux journalistes japonais par la police chinoise. "La Chine avait promis que les journalistes pourraient travailler librement pendant la période menant aux Jeux olympiques et pendant leur durée, a souligné un porte-parole du département d'Etat. La détention et les coups infligés à deux journalistes japonais qui tentaient de faire un reportage sur l'attentat du 4 août à Kashgar contredisent l'esprit des engagements de la Chine."
Masami Kawakita, photographe du quotidien Tokyo Shimbun, et Shinji Katsuta, caméraman de Nippon News Network, ont été interpellés par des policiers paramilitaires lundi soir alors qu'ils tentaient de prendre des images de Kashgar, où a eu lieu un attentat, lundi matin, qui a tué 16 policiers, dans la région à majorité musulmane du Xinjiang. Emmené dans un bâtiment gouvernemental, Masami Kawakita dit avoir été plaqué au sol, le pied d'un policier maintenant sa tête contre terre, puis avoir aussi reçu des coups de pied. De son côté, Chine Nouvelle indique simplement que la police s'est "affrontée" aux journalistes nippons et que "l'antenne locale des affaires étrangères leur a présenté mardi des excuses". Des policiers ont par ailleurs fait irruption dans la chambre d'un photographe de l'AFP, le forçant à effacer les photos qu'il avait prises du site de l'attaque. Mardi, les journalistes en reportage à Kashgar étaient escortés par des policiers en civil."


JA

O Gato







Alexandre O'Neil é um dos mais irrequietos, introspectivos e irónicos poetas do nosso literário século XX.

A sua qualidade é incontroversa, mas não está na moda. O que me penaliza particularmente. Para o recordar aqui deixo um poema singular desse espantoso lisbia:



Gato


Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!


De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

(Alexandre O'Neil)

JA

terça-feira, agosto 05, 2008

Statue of Freedom


Na cúpula do Capitólio em Wasshington DC encontra-se uma estátua, da autoria do escultor Thomas Crawford, inaugurada em 1863.

O Capitólio é a sede do Congresso dos USA, onde funcionam as duas Câmaras. A Baixa, que integra os Deputados da República e a Alta, onde se encontram os Senadores.

Curiosamente, o plano dos construtores deste edifício, iniciado em 1800 era utilizar mão-de-obra europeia para a conclusão das obras. Contudo as expectativas saíram goradas e tiveram que utilizar mão-de-obra escrava, de afro americanos (como agora se diz).

Mas, o curioso mesmo, o interessante, é a frase que se encontra gravada na base desta estátua,um dos hinos á liberdade que podemos encontrar nos USA.

Quem o recorda é o não menos famoso Herman Melville no seu livro "Mardi: and a voyage thiter". Diz o autor, romancista e ensaísta americano de Nova York: «Na estátua da liberdade encontra-se a seguinte frase:"Nesta república todos nascem livres e iguais." Mas por baixo, em letras mais pequenas, pode ler-se:"Excepto a tribo dos Hamo [dos negros]." esta frase anula a primeira! Oh, republicanos!».

Que fará Barack Hossein Obama, quase negro, se for eleito Presidente desta República, com esta frase?!...

José Albergaria