Esta, do sonorosa, só aparece aqui porque, o Água Lisa 6, João Tunes, fez a fineza de "inventar" um Hino para a dita campanha.
Esta campanha, com balão e tudo, tem vindo a ser tocada pelo excelente, quanto leal, frontal e homem de enorme carácter Luís Novais Tito, da barbearia do senhor Luís.
O João Tunes, na sua "barbearia", no comentário a um comentário diz, simplesmente, isto, falando do LNT: "O melhor bloger da blogoesfera!". É a minha convicção, também.
Posto isto, vamos ao que importa.
O Luís escolheu a GALP como responsável pela alta dos combustíveis a nível nacional e, acha ele, deviamos, TODOS, boicotar a dita companhia e abastecer os nossos carros na vizinha Espanha e/ou nas concorrentes (esta parte é da minha responsabilidade, mas se não formos à GALP, aonde vamos?...). É uma tese...e, ainda, uma Campanha!
Creio que o João Tunes (que é homem que sabe deste metier...somente por que esteve mais de 30 anos neste negócio...E isto não é um argumento de autoridade: é um facto.) já explicou as razões, os factos, de LNT ter escolhido mal este alvo.
LNT insiste, e aqui tem todo o direito de perserverar no alvo (e, eu, digo - no erro), colocando algumas perguntas ao João Tunes. Improcedente. Quem está convencido que, à partida e, também, à chegada, tem razão - muito dificilmente o argumentário do outro o fará retroceder, ou reconsiderar. Portanto, LNT insiste no seu alvo, a abater: a GALP!
Não vem mal ao mundo que assim seja. Contudo podiamos fazer um outro exercicio. Podiamos procurar outros caminhos.
1- Imaginemos que, o nosso país, como a Venezuela, tinha petróleo, até para dar - como eles fazem aos amigos cubanos. Imaginemos que era a GALP que tinha a concessão, a gestão e a posterior distribuição. Aqui, a GALP controlava TODO o processo de construção dos preços. Aqui seria, plenamente, avaliada pelos preços que colocava no mercado interno. Aqui, sim, se estivéssemos perante preços especulativos (como , anos a fio, ocorreu com a construção para habitação...e ninguém montou campanhas) faria sentido zurzir e montar boicotes.
2-Imaginemos que, o país, já estava mais avançado nas duas vertentes importantes desta problemática das energias:
2.a- A eficiência energética, a poupança (dos dez estádios de futebol construidos para o Euro 2004, com fundos comunitários e apoios das autarquias locais, nenhum deles "investiu" na eficiência energética, nenhum deles utiliza a energia solar!) que se reflectiria na factura dos hidrocarburos, obviamente;
2.b-A criação de energias alternativas às derivadas dos hidrocarburos: solar, eólica, ondas do mar, gaz natural (aqui não estamos muito mal, por que estámos a importar da Argélia e,creio eu que, também, da Venezuela e não estamos dependentes da GAZPROM e dos seus preços especulativos!), biodiesel, biogás.
3-Imaginemos um outro modelo económico, que não estivesse assente no automóvel, nas auto-estradas e que, portanto, não estivesse a aquecer o mercado dos combustíveis.
Ora podiamos, pois, imaginar outros caminhos, outros alvos atingir. E não estamos em plena utopia. A Alemanha, a Dinamarca, a Suécia (entre outros...), países que não têm petróleo - estão em bom andamento para uma certa independência energética em relação aos hidrocarburos. Creio que, na Alemanha, todas as frotas de transportes colectivos (em quase TODOS os seus Land's) funciona a biogás. Como país, Portugal, podiamos, perfeitamente, copiar. Sobre esta problemática há muita, mesmo muita informação.
Depois, ele há mesmo coisas de espantar, o consumo privado, em 2007, aumentou, em termos absolutos, em Portugal, em relação a 2006.
Pois. Ele há várias maneiras de discutir estas problemáticas. Sem paixão, sem argumentos consistentes, com informações rigorosas, com competência, com vontade de contribuir para se encontrar soluções, com posturas justicialistas. Ele há várias maneiras de falar de hidrocarburos. Ele há mesmo quem sustente (o antigo Presidente da Comissão Energética da ONU, um académico português) que os hidrocarburetos estarão, ao ritmo de crescimento de consumo mundial expectável, completamente exauridos, em 2050! Não acreditam? Quem viverá ,verá!
Portanto, em meu modesto saber, há outros caminhos, outras Indias a haver, nesta problemática do consumo versus consumidor de combustíveis: eficiência energética, poupança, alternativas energéticas aos hidrocarburos, nomeadamente.
Boicotes à GALP?! Pois, se calhar, a GALP funciona, aqui, nesta campanha, como um espelho que, ao invés de reflectir a realidade, distorce-a, simplesmente. Pode bem ser!
Finalmente, sugeria que se lesse e ouvisse, com muita atenção, o que anda a dizer (entrevista ao RCP, à SIC noticias, nomeadamente) o actual Presidente da PARTEX que é, provavelmente, na actualidade, quem mais sabe, em Portugal, de energias e de hidrocarburos.
Abraço fraterno ao LNT e, desde já, quero marcar ida à sua barbearia, para cavaquearmos sobre...tudo e alguma outra coisa que nos aprouver então.
José Albergaria (JA)
PS - A flag da Turquia? Depois explico e fá-lo-ei no contexto do alargamento da UE e da possível entrada daquela.