sexta-feira, agosto 22, 2008

Da superioridade moral...na blogoesfera.

Sendo novato na blogoesfera, sendo mesmo incompetente (ou com poucas competências...), NUNCA me interroguei sobre o por quê das coisas, ou porque é que as "pessoas" escrevem, postam pensamentos, desenhos, música, opiniões, dislates, vitupérios e, aqui e acolá, até insultos e ofensas.

Já escrevi sobre o que penso disto.

Escrevo, em bom rigor, primeiro em o MAPRIL e, agora, aqui, em o AQUEDUTO LIVRE vai já para quase três anos.

Isto não me dá nenhum tipo de estatuto, nem sequer qualquer tipo de autoridade ou singularidade. Escrevo porque me apetece, porque me dá prazer e, como dizia Lenine, tenho prazer em ver-me publicado.

Mas ele há internautas que se publicam em publicações académicas, em jornais, em revistas e, talvez por isso, a sua "compulsão" para o bloganço tenha outras motivações. Entendo isso.

Agora tentarem fazer teoria, ideologia, até regras para o espaço libérrimo da blogooesfera...vai um passo de gigante.

A mim sempre me incomodaram os moralistas, os puritanos...então, esses, abomino-os! E logo que topo um certo auto convencimento misturado com uma espécie de "superioridade moral"...aí fico mesmo em brasa.

Na blogooesfera, como em tudo na vida, cada um come do que pode e como pode.

Se deixou de gostar...só me parece haver um caminho: mudar de restaurante!

Depois...tiques elitistas! passo-me dos carretos.

Porque não se fala disto? Porque não se enfoca desta maneira?Porque é que a blogoesfera é do povo e não dos ungidos?Porque é que os "indigentes" intelectuais também têm blogues e "arrotam" postas, ou postes, de pescada?

Eu, meus caros superiores e moralistas, escrevo porque me apetece, quando me apetece, comento, aqui e acolá (cada vez menos...porque me tenho sentido "não bem vindo!").

A DEMOCRACIA é mesmo o PODER do Povo, de TODOS...e não só de alguns. A blogoesfera coloca-nos nesse território da UTOPIA.

Ele há quem não tenha percebido tal coisa!

É pena!

Eu, por mim, nesta questão, estarei SEMPRE ao lado do POVO!

José Albergaria

Verdade, mentira e truques no desporto olímpico...


Segundo noticia o periódico El pais, o Comité Olímpico Internacional instou a Federação Internacional de Ginástica para averiguar a "verdadeira" idade das ginastas chinesas que se encontram na foto e que foram medalhadas em Beijing.
Apareceram discrepâncias em público quanto à verdadeira idade das ditas ginastas.
As normas olímpicas exigem que as ginastas perfaçam 16 anos durante o ano olímpico.
Sobre esta situação terão sido veiculadas informações sobre as ditas ginastas apontando para uma realidade etária diversa: há quem sustente que terão menos de 14 anos.
O COI e a Federação Internacional de Ginástica estão a averiguar.
Até prova cabal e em contrário, as ginastas e a Federação Chinesa de Ginástica presumem-se inocentes...
JA

quinta-feira, agosto 21, 2008

Nelson Evora: da Costa do "Marfim" para o "Ouro" em Beijing!

Que seja d'ouro.
Nelson Évora será sempre campeão.
Este atleta é feito daquela massa e nervo com que se fazem os campeões.
Parabéns.
JA

NB - Sem querer puxar a costela clubística...o Benfica já leva, esta ano, duas medalhas olímpicas.

O Património histórico e artístico: o saque e o vandalismo.


Desde as campanhas napoléonicas ao norte da Europa, à Itália, à Mesopotâmia, ao Egipto, passando pelas campanhas hitlerianas na segunda guerra mundial e, recentemente, a invasão do Iraque pela coligação USA/UK que a questão do "direito" de saque sobre o património artístico dos países ocupados e dos povos dominados se coloca na "ordem do dia".
Mas nunca como durante a revolução francesa e sob o directório esta questão foi tão debatida. Os "revolucionários" argumentava que a República era o "sétimo céu" a excelência dos regimes, e Paris a "nova Atenas" para onde deviam "viajar" todos, ou os que se acha por bem, os exemplares do génio antigo , do renascimento e já algum produzido pelas Luzes (então ao trabalho).
Uma voz, em França (Schiller também; e Goethe de igual modo), uma única e sonorosa voz se levantou contra essa "gula": Quatremére de Quincy. Este realista, sempre a ponto de ser guilhotinado, em pleno terror, ousou questionar o que políticos, militares e vultos da cultura defendiam então: trazer o que de belo foi feito para o Museu Universal (hoje. Louvre).
A discussão foi deveras sinuosa e complexa. Mas o que a história reteve é que a França (os seus políticos e militares) saquearam os Paises Baixos(sobretudo a Bélgica e trouxeram para Paris quase tudo os que os flamengos produziram), saquearam o Egipto, a Mesopotâmia, a Grécia e a Itália (particularmente, Roma).
Quatremére de Quincy, em sete cartas dirigidas ao seu amigo e classicista Miranda, um hispânico de alta erudição sustenta a sua indignação e as suas teses, particularmente no que diz respeito ao saque feito na Itália.
Na primeira carta cita, profusamente, Polibio, o historiador romano, que zurze nos seus contemporâneos e o fez do modo seguinte, e cito: "Se os romanos, no seu sistema de conquista das nações, só lhes tivessem subtraído o ouro e a prata, eles não seriam criticáveis; porque, para controlar esses povos era preciso retirar-lhes os meus de resistirem. Mas para todas as outras coisas, seria mais glorioso deixar-lhes onde elas estavam, mesmo com o desejo que elas provocavam, e colocar a nossa pátria, não na abundância e na beleza desses quadros e estátuas, mas na severidade dos costumes e na nobreza dos sentimentos. De resto, desejo que os conquistadores futuros aprendam com estas reflexões a não esvaziarem as cidades que eles submeterão e a não utilizarem as calamidades cometidas sobre os outros como ornamento da sua pátria." Este pedaço de prosa é retirado, ou foi retirado, da História da República Romana, livro IX de Políbio.
Este é o programa que Quatremére de Quincy vai desenvolver para fustigar os saqueadores de século XIX, os seus contemporâneos e os seus compatriotas.
Vale a pena ler esta sete cartas, que pode bem ser um Manifesto para a preservação, a defesa e qualificação não só do Património das Nações, mas daquele outro que HOJE é considerado MUNDIAL, pertença da Humanidade. Devemos isso, em meu bom entender, a este enorme francês, realista, reaccionário como se diz ainda, mas com uma visão de progresso e de futuro que poucos, à época defenderam...com risco da própria vida.
Leiam estas cartas`a Miranda escritas (mas sem nunca terem "obtido" resposta: é um mistério bem guardado...), porque ler faz bem à saúde e torna-nos melhores, como pessoas e como cidadãos.
José Albergaria

Neste mundo tão cinzento e perturbador...uma BOA noticia.


O diário de referência El Pais noticia que a Unesco e a Fundação Aga Khan vão patrocinar o inicio dos trabalhos, com especialistas de vários países, para a construção de um Museu subaquático no porto este de Alexandria, a norte do Cairo, de modo a desenharem o projecto financeiro e o projecto técnico - para se poder visitar os objectos, embarcações, estátuas, etc, depositados no fundo do mar - sem necessitarmos de os deslocarmos para a superfície. É um projecto revolucionário que recoloca a discussão sobre a importância de não "arrancar" ao seu habitat as peças históricas que contam a aventura humana: a boa, a positiva e a predadora.
Neste Agosto nem só de "más" ou inquinadas noticias vivemos nós.
JA

terça-feira, agosto 19, 2008

Perspectivas da Guerra Civil.


Ando de volta dum livro interessante quanto perturbador.
Já, praticamente, toda a gente escreveu sobre ele: Mário Vargas Llosa, Rui Bebiano, João Barrento....e etc.
Mas, ainda assim, arrisco-me a postar o meu comentário de leitura deste livro com um titulo fortemente ambíguo
Hanz Magnus Enzensberger é alemão, é poeta, é velho e escreveu um livro impressivo sobre a devastadora guerra molecular, civil (só porque não é praticada por militares...) que, coincidindo com a implosão do império soviético -adquiriu expressões e libertou energias inauditas, devastadoras, praticadas por perdedores (qualquer tipo que possamos ou queiramos imaginar: apoiantes dum clube de futebol, tribo, grupo, etnia, militantes partidários, grupos com preferências sexuais...)e em qualquer território ou geografia física, cultural, religiosa e humana e sem precisarem de ideologias ou de justificações....
Retiro do livro uma passagem que vale um tratado:
"Outra tentativa de explicação, a mais deprimente de todas, tem a ver com o crescimento desmedido da população mundial. Já em 1950, Hannah Arendt tinha avançado a ideia de que a a facilidade com que os regimes totalitários haviam conseguido impor a sua lógica assassina estaria relacionada com este rápido crescimento e consequente perda de território e pátria por parte das massas que, em termos de categorias utilitárias, se tornam de facto «supérfluas». É como se o valor atribuído à vida humana, própria e alheia, decaísse à medida que aumenta o número de habitantes da Terra.
Não é fácil compreender esta ideia. No entanto, não são necessários dados estatísticos referentes à migração e aos refugiados, para ver como o planeta se tornou pequeno. É algo que está diante dos nossos olhos, todos os dias. A permanente visão dos desempregados, dos sem-abrigo, da decadência das megalópoles, dos navios e campos de refugiados a abarrotar vêm mostrar ao inconsciente que já somos demasiados, e a reacção cega a este facto é psicótica - começamos a matar indiscriminadamente os que nos rodeiam."
Veja-se a "guerra" travada na Geórgia, compagine-se as declarações dos responsáveis russos e georgianos e percebe-se o alcance deste pedaço dum livro que foi escrito em 1993 e, em minha opinião, não perdeu qualquer tipo de consistência de análise e de actualidade.
A ler: imperdível.
JA

segunda-feira, agosto 18, 2008

Que seja de Prata: Vanessa Fernandes será sempre campeã!

É desta massa e desta fibra que se fazem campeões.

Vanessa Fernandes devia, obrigatoriamente, ser "estudada" por todos quantos têm responsabilidades no desporto luso.

Para quê?

Para perceberem como se trabalha (veja-se a dupla espantosa que faz com o pai, o "velho" Venceslau Fernandes...): como com ciência e disciplina aplicados ao talento que é Vanessa Fernandes...dá sempre RESULTADOS!

Antes dela tivemos a Rosa Mota, o Carlos Lopes e o fenómeno Fernando Mamede.

Aqui bem perto temos a Espanha que explodiu em termos desportivos...e de resultados. Como?

Porque é que o nosso inefável e mefistófilo secretario de estado do desporto não vai estagiar com o seu homólogo, para nos trazer a resposta?!...

JA

domingo, agosto 17, 2008

A cerâmica chinesa: o sistema económico, os direitos dos trabalhadores...o paraíso!






















A RTP2, hoje, em horário nobre, passou uma reportagem, a vários títulos, eloquente e interessante.

Um produtor francês de Armagnac, da Borgonha e de vinhos franceses entrou no mercado chinês faz quase quinze anos.

Exportava o seu Armagnac e o seus vinhos para o imenso mercado chinês, mas não podia trazer as mais-valias financeiras realizadas para França.
Dedicou-se então a comprar, a importar para França, móveis antigos, rusticos, que decoravam e ocupavam pequenas casas de pequeno-burgueses fustigados pela revolução cultural (uns mortos; outros expatriados) - cujas casas foram abandonadas. Umas foram ocupadas por empréstimo. Outras foram mesmo "apossadas" em definitivo.

Estes móveis tradicionais, lacados, decorados com desenhos notáveis, estão a ser "comprados" e retirados das casas modestas, de bairros tradicionais das grandes urbes (a desaparecerem) e restaurados por uma pequena empresa chinesa, cujos 20 marceneiros especializadíssimos não têm mãos a medir: o mercado francês "engole" toda a produção.

Outro momento ímpar da reportagem: uma visita do nosso "franciú" a uma empresa de cerâmica tradicional. Começa por nos dizer que a visita é excepcional, porque os modelos que ali se fazem são monopólio dos clientes e não podem ser mostrados na fase de fabrico; as técnicas tradicionais aí utilizadas (a moldagem; o banho no caulino - o que lhe dá aquela brancura singular depois da cozedura; e os desenhos...) são guardados como segredos de estado. Os trabalhadores trabalham das 8,00h da manhã até às 22,00h. Têm duas horas para almoço e duas para jantar. Qualquer das refeições é por conta do patrão. Tem bilhar e televisão para se divertirem. Descansam ao domingo e acumulam, por cada mês de trabalho, dois dias de férias. Dormem em camaratas de vinte trabalhadores (homens e mulheres apartados; não há casais). Ganham o equivalente a 150,00€ por mês. Cada peça de cerâmica vende-se no mercado dos USA e na Europa a quarenta vezes o preço a que ela sai da fábrica!
O "patrão" chinês diz que não á ambicioso, mas que sonha com acrescentar NOVOS desenhos e padrões à sua cerâmica. Diz que o mercado é que manda. Neste momento tem 300 trabalhadores e expecta, no final do ano (pressão do mercado exige...) ter cerca de 2 000 concentrados no complexo fabril...que recorda o século XVIII e XIX europeus!...

O nosso "franciú" à medida que a câmara nos vai mostrando isto tudo, as condições de trabalho e vida dos trabalhadores - tem um comentário espantoso: "Em França já tivemos estas condições. Agora já não. Os chineses também deixarão de ter estas condições..." Quando? E a China não é comunista? Não são os trabalhadores que estão no poder? Não é a ditadura do proletariado?

Reportagem imperdível. Sugestão: deveria ser passada, também, na "escola de quadros" do PCP e discutida pelos "camaradas" Ruben de Carvalho e Vítor Dias, que, por estes dias, têm louvaminhado os sucessos e o bem fazer dos chineses e da China!

José Albergaria

Rafa d'ouro!

Numa final olímpica, quase sem história, o "menino" de Palma de Maiorca, levou o OURO para casa, consagrando-se , de facto e sem sombra de contestação - como o MELHOR do Mundo!

O chileno Gonzalez, o terramoto, ainda se bateu, bravamente, no segundo set. Mas, no "tie break", não teve argumentos para um super-confiante Rafael Nadal.

O terceiro set foi quase um "passeio" para o espanhol. Em três set's e o OURO estava no colo de Rafael Nadal.

Os heróis e os campeões fazem-se desta "massa", de muito trabalho, bastante sacrifício e de talento natural.

JA

Para Portugal, em Beijing, já cá cantam oito medalhas de ouro!


Portugal anda cabisbaixo, sorumbático, derreado, exausto. Porquê? Ora, pois, bem, talvez, pode ser...pelos resultados dos nossos atletas olímpicos: um desastre e, ainda por cima, com explicações esfarrapadas, inatendíveis, obscenas mesmo.
Mas, desenganem-se, meus bons leitores. Estamos a viver uma espécie de erro de paralaxe!
Pelas minhas contas, contando só com as medalhas obtidas pelo "portuguesissimo" Michael Phelps - já cá cantam oito e de "gold". Não acreditam? Então eu conto.
As razões, dizem os entendidos, para as performances desta "aberração" da natureza são duas.
Uma, menor, as características da piscina que os chineses inventaram; a segunda, a decisiva, a mais importante, o fato, os famosissimos LZR da Speedo, patenteados em Portugal e feitos, por medida, na fábrica de Paços de Ferreira, a PETRATEX!
Este feito resulta duma parceria da Speedo, NASA e o Instituto Australiano do Desporto. Estes fatos não têm costuras e procuram ganhos biomecânicos significativos ao desempenho dos nadadores.
Julgavam que eram mangação?!
Desenganem-se.
Por via dos LZR da Speedo, fabricados na capital do móvel, Portugal, por industria intreposta - já cá cantam oito medalhas de ouro!
JA

"A bomba chinesa"


Em tudo quanto é jornal, revista, blog, televisão, rádio, agência noticiosa, a cavalo nos Jogos Olímpicos de Beijing, tal qual enxurrada, os números publicados sobre a China são esmagadores.
Neste momento, os atletas chineses somam mais medalhas de ouro que os seus seguidores dos USA; o império do sol nascente tem o maior número de internautas: 253 milhões; em 2009 a China vai ultrapassar a liderança centenária dos USA na produção de bens manufacturados.
Estes números e outros correlatos poderiam insinuar que a China se encontra numa via imparável e incontestada.
Nada mais enganador.
Precisamos de olhar para o que, em principio, é a força estratégica deste império: a demografia.
Cerca de 100 milhões de chineses tem , hoje, mais de 6o anos; em 2050 terá cerca de 335 milhões. Destes, 100 milhões terão mais de 80 anos. A maioria esmagadora dos chineses, se não a sua totalidade...não tem segurança social. Estamos a falar de centenas de milhões de pessoas: a demografia é, e será, a bomba ao retardador e invisível na China!


JA

PS - A foto de nus é da autoria do célebre fotógrafo Spencer Tunick.

sábado, agosto 16, 2008

"A thing of beauty is a joy forever"











Na morte do neto do fundador da marca italiana "PININFARINA", Andrea Pininfarina, o embaixador José Cutileiro num rasgo, que lhe é habitual recorda o poeta inglês Jonhn Keats, para legendar a obra desta dinastia italiana, já na terceira geração de criadores excepcionais: "Uma coisa bela dá alegria para sempre".

Em 1930, o avô de Andrea, Battista Farina, mas de alcunha "Pinin" decide, além do mais, assimilar o alcunha ao nome de família e os seus descendentes serão os PININFARINA's.

A Itália, com uma classe politica pouco fiável, com umas forças armadas inconsequentes, mal armadas e pior dirigidas, tem encontrado nas suas "MARCAS", made in Italy o anverso daquelas realidades.

O rol de marcas mundiais (Fiat, Ferrari, Maserati, Alfa Romeo, Benneton, Gucci, etc., etc., etc.), roupas, calçado, vinhos, azeite, pastas, vinagres, designer, arquitectura, hoje menos, mas ainda assim, literatura, música, cinema, teatro (Picolo Teatro da Milano, por exemplo) colocam a Itália no topo do mundo.

O infausto acidente que vitimou Andrea Pininfarina, no passado dia 7 de Agosto, pelas oito horas da manhã, nos arredores de Turim trouxe para a ribalta noticiosa esta realidade.

Mas que fique, como legenda e epifania, os versos de John Keats para o último grande representante da dinastia italiana dos Pininfarina: "A thing of beauty is a joy forever".


JA

Obama e Hilary de acordo: em Denver, os delegados de Clinton poderão votar na senadora.

Em Denver, na Convenção dos Democratas o senador Barak Obama esteve de acordo com Hilary Clinton para que o nome da senadora de Nova York figurasse nos boletins de voto. Assim, segundo o diário espanhol El Pais, estará garantida a unidade dos democratas para enfrentar o senador republicano Mc Cain em Novembro.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/Clinton/tendra/papel/estelar/junto/Obama/Convencion/Democrata/elpepuint/20080816elpepiint_8/Tes
As possibilidades dos democratas aumentam.
Entretanto TODOS, ou quase todos, os analistas americanos sustentam que a campanha de Barak Obama na Internet está a somar pontos contra a do senador Mc Cain. Este utiliza a net de modo passivo: publica a sua agenda diária de campanha e responde aos sites e blogs do adversário.
Aquele, o senador democrata, usa a net de modo pro activo, com sites e blogs atractivos, recrutando voluntários e apoiantes, recolhendo contribuições financeiras,nomeadamente, por esta via. O que pode querer, também, dizer: votantes!
Há já quem pretenda comparar o "modus operandi" de um e outro senador - com o confronto televisivo ente Kennedy e Nixon - que, como sabemos, foi favorável ao democrata.
Em Novembro logo se verá. Neste interime fica a subjectividade das análises e considerações.
JA

sexta-feira, agosto 15, 2008

Rafael Nadal: o tenista do povo e o melhor do mundo!


Hoje,nas meias-finais de Ténis, singulares, homens, em Beijing, Rafa Nadal, o meu tenista de eleição e admiração, derrotou, valentemente, o sérvio Djokovic.
Este feito valeu-lhe uma presença na final, que se disputa no próximo domingo.
Vai defrontar o chileno González que derrotou o americano James Blake, carrasco de Federer nos 1/4 de final, num encontro épico que durou mais de três horas e que terminou com o resultado de 11-9.
O jogo de Nadal, sem impressionar, jogado em condições climatéricas rudes (24 Cº e 80% de humidade) desgastado fisicamente (tinha jogado até à 1,00h de hoje os 1/4 de final) foi suficiente para bater o sérvio por 6-4,1-6 e 6-4.
Agora, toda a sorte do mundo para o melhor tenista mundial do momento e com o ténis mais consistente e vibrante dos últimos anos.
JA

Da teoria da "relatividade" das coisas, das culturas, das tradições, dos sistemas, das civilizações.

Sente-se, nos últimos dias , perante o "massacre" televisivo em torno das várias provas, eventos, noticias, incidentes dos e nos XIX Jogos Olímpicos, em Beijing um "afrouxar" nas criticas ao sistema, ao governo e à organização política praticada sob o controlo do Partido Comunista na China.

Isto deve ser levado a crédito dos organizadores do evento, que, com mérito, têm conseguido amaciar a opinião pública e ainda a publicada (veja-se o que ocorre na nossa blogoesfera), tanto em Portugal como no mundo.

Ele há mesmo postes que pretendem "relativizar" as coisas. Citam-se iniciativas de cidadãos chineses "não controladas" pelos comunistas no poder; associações de artesãos, reunidos em cooperativas; declarações de artistas que "fogem", "desviam" das normas marxistas...

Ele há mesmo quem, citando artigos de terceiros nos forneça informações sobre a economia chinesa e o seu comportamento "relativo" à dos USA. Ele há mesmo quem invoque o direito à diferença! Outros falam-nos da cultura multisecular dos chineses e blá, blá, blá, blá!...

Como é Agosto e o Verão nos convoca à preguiça, não vou nomear ninguém, nem nenhum blog, por que não me apetece entrar em polémica...só por isso.

Mas deixo-vos aqui um link, artesanal, porque ainda não aprendi a encriptar, que diz, preto no branco, em qualquer civilização, em qualquer país, em qualquer sistema político se deve praticar os direitos humanos e que são UNIVERSAIS, não podendo ser condicionados por nenhuns outros valores/direitos: culturais, tradicionais, religiosos, ideológicos e/ou mesmo civilizacionais.

http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh.html

Leiam, ou releiam, esta Carta Universal dos Direitos Humanos, aprovada à saída da segunda guerra mundial pela Assembleia Geral das Nações Unidas e perceber-se-á o meu ponto de vista.

Quando se trata destes direitos, dos HUMANOS, não há lugar para a RELATIVIZAÇÃO! Não se pode MATAR em nome do ESTADO; não se pode prender sem culpa formada e sem a possibilidade de defesa; não se pode ser preso por delito de opinião; não se pode impedir o exercício do direito de associação; a Liberdade e as Liberdades devem estar inscritas em qualquer Constituição e de qualquer país: politica, religiosa, cultural, sindical. O direito à revolta e à manifestação são, estes também, UNIVERSAIS!

Onde é que os "relativistas" encontram justificação para os comunistas chineses violarem. constantemente, estes direitos fundamentais e humanos?

Em lado nenhum!

José Albergaria

quinta-feira, agosto 14, 2008

É Agosto. Os russos invadiram a Georgia. Beijing está a perder protagonismo noticioso!

As Nações Unidas realizaram, faz tempos, um enorme inquérito à escala internacional em torno duma só questão: Pode,se faz favor, dar-me a sua opinião sincera sobre as medidas a adoptar de modo a pôr fim à penúria de alimentos no resto do mundo?

O inquérito saldou-se por um rotundo fracasso.

Porquê?

Em África ignorava-se a palavra "alimento"; na Índia não se conhece o sentido da palavra "sincera"; na Europa não se percebe o sentido da palavra "penúria"; na China ignora-se o sentido da palavra "opinião"; no Médio-Oriente não se percebe o alcance da palavra "solução";na América do Sul não se utiliza, nem se percebe o sentido das palavras "se faz favor"; nos Estados Unidos ninguém sabe o que significa "resto do mundo".


Pois.

Isto é uma anedota e porque é Verão, e é Agosto, e estamos de férias.

Mas, como diz Pierre Assouline, que colocou esta "blague" no seu blog: "N’empêche : la blague est censée illustrer, à l’ère de la communication immédiate, permanente et transfrontalière, la difficulté à se parler entre des gens aux moeurs locales et aux mentalités séculaires profondément enracinées. "


De anedota em anedota até á verdade final!


Pierre Assouline/ nascido em Casablanca/Marrocos/Jornalista "Le Monde"/Critico literário




JA

"O Pó dos Impérios".











Os impérios afirmam-se, emergem, constituem-se, atingem o clímax quando combinam poderio económico, liderança tecnológica e supremacia militar.
Aconteceu assim com Roma, com Portugal e Espanha, com a Holanda e, num período largo, com a Inglaterra - desde os finais do século XVI até aos meados do século XX.
O império de Napoleão Bonaparte é outra coisa, singular, quase um epifenómeno, mas, ainda assim, Império!
Depois da segunda guerra mundial, os USA lideraram, a par com a URSS, num equilíbrio de terror nuclear, com uma coexistência "pacifica", com geografias de influência bem definidas.
Depois de 1986, com a implosão, a ocidente, do império eslavo - temos uma única potência imperial: os USA.
Hoje, o que está a acontecer?
Temos os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), aos quais se pode, na África austral, acrescentar a África do Sul, designadas por potências emergentes, a firmarem-se economicamente.
Veja-se o poderio produtivo, comercial e de mercado da China. A operação marqueteira em que se transformaram os XIX Jogos Olímpicos de Beijing aí estão para demonstrar a vontade férrea dos dirigentes chineses em mostrarem ao mundo o seu PODER ECONÓMICO.
Os USA enredaram-se em guerras ineficientes (Iraque e Afeganistão...), descobriram a guarda na América Latina, estão a perder, claramente, no extremo oriente e, actualmente, estão a ser desafiados no Cáucaso pela potência emergente, a Rússia, a única que pode "disputar" a liderança militar ao velho Leão estadounidense, ferido, a perder na economia, no sistema financeiro mundial e na liderança política.
Os dados ainda não estão todos lançados, mas que se sente, nos USA, o fim de festa, o encerrar do "império" - lá isso sente-se...
Quem virá disputar, seriamente, a liderança? Quem será a próxima potência imperial? Ou serão mais que uma, partilhando, ao modo do século XV/XVI, o mundo?
Sente-se, hoje com muita força, como o afirmou Charles de Gaulle, quando a França estava a apanhar pancada na Indochina, na Argélia e na África ocidental, ali pela década de 60 do século XX, " O PÓ DOS IMPÉRIOS"!
Isto é bom para o mundo? Não faço nem um pouco de ideia.
Contudo, o que sei é que a HISTÓRIA, tal rio caudaloso, corre sempre de montante para jusante, da nascente para a foz e, de modo geral, desagua no MAR imenso do nosso futuro, que, ao modo dos poetas, desejo que seja futurável para a humana Humanidade!
José Albergaria

quarta-feira, agosto 13, 2008

O Dalai Lama, lider do povo tibetano denuncia...

Em encontro com senadores franceses o líder espiritual do Tibete, ocupado militarmente pelos marxistas chineses, denunciou em Paris que o regime controlado pelos comunistas de Beijing não estão a respeitar, como se tinham comprometido, a trégua olímpica.

Veja AQUI http://www.elpais.com/articulo/internacional/Dalai/Lama/acusa/China/respetar/tregua/olimpica/elpepuint/20080813elpepuint_8/Tes. E ele há quem sustente que se trava uma campanha anti-chinesa, de contornos "xenófobos"!...

As autoridades chinesas encarregam-se, TODOS os dias de "os" ajudar!

JA

Para os chineses não há limites!

A Frente Nacional de Jean Marie le Pen, em França, entrou em colapso politico, moral e, sobretudo financeiro. Veja aqui http://www.liberation.fr/actualite/politiques/344800.FR.php o negócio que uma Universidade de Shagain efectuou (assinou já um contrato de promessa compra e venda...) com o FN para adquirirem a Sede desta formação política de extrema direita, situada em St. Cloud, perto de Paris,

Os chineses sempre foram bons negociantes. Agora, quase senhores do mundo...as perfomances estão a melhorar e, num mundo globalizado, já nem fronteiras ideológicas os travam!

Que viva Marx, que viva Lenine, que viva Mao Zé Dong e, neste caso, que não morra Jean Marie Le Pen!

JA

Que faria a Fenprof?

Le Monde publica uma reportagem do julgamento dum professor que foi condenado a pagar 500,00€ a um aluno que tinha brutalizado. Houve quem considerasse a sentença benévola. http://www.lemonde.fr/societe/article/2008/08/13/500-euros-d-amendes-pour-le-professeur-qui-avait-gifle-un-eleve_1083336_3224.html. Se tivesse ocorrido em Portugal, tal incidente e tal desfecho, o que diria a inenarrável FENPROF, sempre na defesa da escola Pública e da tribo dos professores.

JA