
José Albergaria
"Sou amigo de Platão, mas amo a verdade!" Aristóteles.

José Albergaria
A revista francesa "Magazine Littéraire" de Julho-Agosto de 2008 publica um interessante, quanto desconcertante, dossier sobre o Humor (no sentido que os ingleses lhe atribuem)e a literatura.
Na "polémica" recente, que com ele travei na blogooesfera, a partir dum debate publicado na revista Le Magazine Littéraire, nº 477, entre Pierre Nora e Élie Barnavi, sobre História e Memória (e não só...), fui duro e, porventura, excessivamente exigente com o meu respeitado historiador e activíssimo blogger."6
Também se pode deixar cair a alma. Dá-se na troca dos passeios.
Dou-me conta. Não me iludo. Frases breves e passos breves.
Nesta vista cresci, mesmo se por vezes meu movimento se coalha
De reflexos multiplicados. Sempre terei de comer e beber.
O que mais noto para comer é o silêncio.
No que reparo mais para beber é a cor."
Eu sempre achei, que o beber nos enchia, a vida e a alma,de cores!José Albergaria

Estou furioso.
Rui Bebiano, historiador com obra publicada, professor, com actividade cívica pública e inequívoca, publicou, em dois blogues de referência em que colabora, empenhadamente, um muito interessante texto do qual transcrevo o essencial, mas que, de modo algum dispensa a sua leitura integral:Pierre Nora, que eu conheço, é um historiador com créditos firmados na historiografia francesa da Nouvelle Histoire, herdeiros da segunda/terceira fase da Ecóle des Annalles, a de Fernand Braudel.
Barnavi,que eu desconheço de todo, mas como refere Rui Bebiano é um historiador Israelita a trabalhar, também, em Bruxelles.
Estas foram algumas das imagens, que, ontem, dia 2 de Julho de 2008 correram mundo. Pelas informações veiculadas pelas autoridades colombianas, depois duma bem sucedida operação dos serviços secretos militares, 15 reféns, 3 americanos, 11 membros das forças da ordem colombianas e, a heroína, mulher duma fragilidade que remete para a invocação de Virgem Maria, Ingrid Betancourt, foram libertados!
e que, entre eles se encontrava a ex-candidata à Presidência da Colômbia, mulher, aparentemente, frágil, duma coragem inaudita (para aguentar aquele cativeiro de seis anos, em condições inomináveis, é obra!). 
Este livro escrito pelo alemão Dietrich Schwanitz, a pretexto de que os seus alunos sabiam pouco de história, de literatura e, menos ainda de filosofia é, em meu entendimento, imperdível e ao qual se tem de retornar, uma e outra vez...
A partir de agora vamos chamar-lhe DS, por comodidade minha.
DS sustenta que, com a emergência da modernidade, com o império da razão de Descartes, o pai fundador da filosofia moderna, século XVII, a religião inicia um processo comatoso. As «mundividências» vão apropriar-se do seu lugar. Começam, nas oficinas dos filósofos, a explicar-se o mundo. Entretanto começam a emergir os ismos (liberalismo, darwinismo, marxismo, vitalismo...) produzidos por grupos, gangs de intelectuais, que se propunham preencher as lacunas interpretativas do mundo. Impôs-se então o conceito globalizante de "TEORIA"

Nas disputas pelo titulo de Império e de imperador, na longa história do Alto Medievo europeu, emergiu,após a "renascença" carolíngia, em que Carlos Magno, rei dos francos, se sagrou Imperador, pela mão e pelo bordão de Leão III, um outro império, o da Rhinlândia, ao tempo de Ótão, com o beneplácito papal: surgindo então o Sacro Império Romano, uma espécie de sociedade por quotas, entre a Germânia e o papado de Roma. Esta urgência, necessidade, que alguns réis tinham do beneplácito Papal assenta num dos maiores embustes da história do Papado da igreja católica: o Édito de Constantino, documento apócrifo, que bem jeito deu ao Papado...
Hoje, dia 29 de Junho de 2008, na Viena de Strauss, os alemães levaram não só um baile (podia ser uma valsa,mas pareceu-me mais um pasodoble)de bola, como a sociedade que mantêm com o Bento XVI, o cardeal Ratzinger, foi, elegantemente, cilindrada pelos "povos" da Ibéria (veja-se as várias auriflamas com que outros tantos jogadores se drapejaram...no final do jogo).
Por tudo isto, e mais o que não se pode descrever em palavras, que viva a Selecção de Futebol de Espanha e mais TODOS os representantes dos povos da Ibéria que a integravam!
JA
Uma, e outra vez, sempre, Maria Gabriela Llansol. JA
A 26 de Junho de 1908 nasceu Salvador Allende, que viria a dirigir um Governo de Unidade Popular, na sua pátria, o Chile, do cobre e dos nitratos adubeiros.
Cada vez que me intrometo na sua, dela, escrita, o sentimento persiste, avassalador, fulgoroso:revelação!
Deixo-vos, a todos, particularmente, aos meus amigos que gostam e/ou têm cães, um naco dum livro deveras singular, "Desenhos A Lápis Com Fala -Amar Um Cão-":
